//Turismo ‘mexe’ no interior

Turismo ‘mexe’ no interior

Em Pinhel, encontrei alojamentos e restaurantes em plena atividade.

Um fim-de-semana ‘misto’ de trabalho e lazer permitiu-me perceber, ou melhor, comprovar que as regiões do chamado interior possuem uma oferta turística de grande qualidade e por isso, atrativa.
Na verdade muitos já o perceberam e por isso as unidades de alojamento estão, como constatei neste concelho do distrito da Guarda, com praticamente 100% de ocupação, apesar das limitações impostas pelos difíceis tempos que estamos a viver. A todas as normas de segurança impostas pela DGS cumpridas pelo alojamento rural onde fiquei (Encostas do Côa) acrescente-se o comportamento dos hóspedes, com exemplar  colaboração e respeito uns pelos outros.
A simpatia caraterística das gentes da Beira e as excelentes condições do empreendimento fazem-me perceber porque existem já marcações que garantem uma ocupação para agosto “muito maior do que se esperava” como me revelou o proprietário.

Se no alojamento as ‘coisas mexem’, na restauração também se regista uma inesperada ocupação. Com uma oferta diversificada e assente maioritariamente na cozinha tradicional, Pinhel conta igualmente com propostas gastronómicas que aliam bons produtos e confeção ‘clássica’ a uma apresentação moderna, mas sem exageros.
Tive oportunidade de saborear duas refeições no restaurante ‘Entre Portas’, situado junto ao edifício da Câmara Municipal e o resultado foi uma muito agradável surpresa. O serviço é simpático, ‘sem melgar’ e certamente por isso e pela comida servida, estava, nos dois dias, com mais de 80% das mesas – em número menor que o habitual – ocupadas.
No primeiro dia passou-me pelas papilas gustativas uma bruscheta de queijo de cabra com cogumelos silvestres, noz e mel da Beira, como prato principal uma macia posta de vitela com salteado de grelos e batata a murro e à sobremesa, folhado de queijo de cabra com compota de papaia.
Na segunda refeição, dispensei a entrada e a sobremesa, mas deliciei-me com umas divinais bochechas de porco com esmagado de favas e alheira. A escolha dos vinhos, num e noutro dia, recaiu sobre a produção da Adega Cooperativa.

E foi também com um vinho da Adega Cooperativa de Pinhel que ‘fechei’ a noite, na sessão de lançamento do vinho comemorativo dos 250 anos de Pinhel-Cidade Falcão. Uma noite de ‘glamour’, com uma excelente produção e onde, apesar de alguns discursos, a grande estrela foi, sem dúvida, o vinho e o território.
Nesta noite tive também oportunidade de provar, finalmente, as famosas cavacas de Pinhel. E gostei do produto e da ‘história’ que me foi contada.

Saiba mais sobre ‘Visitar Pinhel’ em: https://cm-pinhel.pt

Amilcar Malhó

Nota – Este artigo de opinião NÃO É para pagar a estadia e as refeições referidas. Quando gosto, (por vezes) partilho, como faço agora. Quando não gosto, ‘esqueço’.