‘Setembro a vida inteira’ em Palmela

O título do filme ‘remete-nos’ para o principal mês da colheita de uvas em Portugal, mas também para o mês da cinquentenária ‘Festa das Vindimas’ em Palmela.

E é precisamente no âmbito das comemorações do Dia do Concelho que a Câmara Municipal de Palmela promove a exibição desta película, no Cine Teatro S. João, em Palmela, nos dias 1 e 2 de junho, pelas 21.30.

A realizadora, Ana Sofia Fonseca, que nasceu em Vila Nogueira de Azeitão e frequentou o ensino secundário numa escola de Setúbal, não esqueceu a Festa das Vindimas que surge no filme a acompanhar Leonor de Freitas, da Casa Ermelinda Freitas, uma das ‘personagens’ que integram a película, para além de Dirk Niepoort, ‘Os Guedes da Sogrape’, Luís Pato e ‘Os Monges da Cartuxa’, entre outros.

Eis a sinopse do filme que em setembro do ano passado conquistou o Grande Prémio do Júri do Most – International Wine & Cava Film Festival, em Barcelona:

Um país. 700 milhões de garrafas. Mais de 2000 anos de história. Todos os calendários, a sorte jogada em setembro. Homens, mulheres e crianças contam a vida pelas vindimas. O vinho está na moda e o português nunca teve tanto reconhecimento como hoje. Este filme é o seu retrato pessoal, um tema universal com a alquimia local. ‘Setembro a vida inteira’ viaja pela intimidade das vinhas e das adegas, descobrindo paixões, crimes e aventuras. Mas este documentário é também sobre paixão, liberdade e fé. Um convite à reflexão sobre a natureza humana e à relação entre os donos da terra e quem a trabalha. Porque nada fermenta como uma boa história, as vidas das gentes do vinho são passaporte para descobrir Portugal.

Refira-se ainda que o tema inclui uma versão inovadora do fado ‘Oiça lá, ó Senhor Vinho’, na voz de Jorge Palma.

Alexandra Prado Coelho escreveu no jornal Público:

Num país como Portugal, que “parece que respira vinho”, o que não falta são vidas como estas, “comandadas pelo vinho”. Por isso, as histórias escolhidas cruzam geografias e classes sociais, vêm de mundos muitos diferentes, e que, em alguns casos, talvez nem se conheçam entre si.

Ana Sofia Fonseca disse ao Observador:

Este documentário não tem nada que ver com o facto de o vinho português estar na moda. São coisas, ideias, que te vão ficando ao longo da vida. Isto foi ganhando força e as coisas foram-se conjugando. Houve vontade em querer experimentar, em fazer um documentário cinematográfico. Vontade em contar uma história. Quando assim é, não há como parar essa corrente”.

Para saber mais: http://setembroavidainteira.pt.

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