Robôs «trabalham» em plantação de alfaces

A única coisa que os robôs não fazem nesta «Horta robotizada» no Japão é cultivar.

A empresa japonesa Spread, produtora de produtos hortícolas vai arrancar com o que chama de “farm robô” em Kameoka, na região de Kyoto,

Com esta inovação a empresa garante que vai aumentar a produção de 21.000 alfaces por dia para 50.000 por dia, mas planeia elevar esse número para meio milhão de alfaces por dia dentro de cinco anos.

A fazenda, com cerca de 4.400 metros quadrados, terá prateleiras do chão ao teto, onde os vegetais serão cultivados, num modelo de negócio que reduzirá em 50% os custos ligados ao trabalho humano, em 25% os custos de construção e em 30% as necessidades energéticas.

O sistema automatizado não só irá lidar com alfaces, mas também controlará os níveis de temperatura, de humidade e de CO2, bem como esterilizar água e controlar as fontes de luz.

No seu site, a Spread diz que existem três factores que devem ser assegurados para que a exploração seja sustentável: capacidade para produzir alimentos seguros de forma estável – sustentabilidade social –; capacidade de assegurar lucros como negócio – sustentabilidade económica –; e preservação dos recursos globais e ambiente – sustentabilidade ambiental.

O projecto terá uma taxa de reciclagem de água de 98% e utilizará 0,11 litros por cada alface produzida. Na fábrica automatizada que serviu de teste para o projecto, em Kameoka, este número estava nos 0,852 litros por alface.

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