Produção de pera rocha com quebra de 20 por cento

As alterações climáticas e um fungo são as causas apontadas pelos produtores.

“As expectativas apontavam para um aumento de produção relativamente ao ano anterior. Infelizmente, este fungo, já muito em cima da colheita, fez com que haja uma quebra de 20% em relação ao ano passado”, revelou Aristides Sécio em Mafra durante uma visita secretário de Estado da tutela a um pomar e uma central fruteira.

O presidente da Associação Nacional de Produtores de Pera Rocha (ANP) alertou também para as consequências económicas e sociais que este facto pode ter para o setor em geral, que emprega cinco mil pessoas todo o ano, um número que chega aos 15 mil na altura da colheita.

Em declarações à TSF, o dirigente sublinhou que as contas ainda não estão fechadas mas a associação de produtores estima que os “prejuízos cheguem aos 100 milhões de euros”.

O secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Vieira, também esteve nesta visita e anunciou à Lusa que a tutela vai criar “um grupo de acompanhamento, que junta o Instituto Nacional de Investigação Agrária, a Direção Geral de Veterinária e Alimentação, o Centro Operacional e Tecnológico Hortofrutícola Nacional, a Direção Regional de Agricultura e a ANP” para que estas entidades trabalhem em conjunto para encontrarem “uma solução para debelar este problema”.

Perante o pedido do setor da pera rocha para a abertura de mais mercados para colmatar o problema do embargo russo aos produtos europeus, Luís Vieira adiantou que foram já iniciados os processos técnicos necessários à abertura de mais doze mercados, entre os quais Perú, México, África do Sul, China, Índia e Indonésia aos produtos portugueses e a pera rocha será um dos primeiros a serem exportados.

Mais de metade da produção é exportada, tendo como principais mercados o Brasil (29.000), o Reino Unido (11.00), França (9.000), Marrocos (8.300) e Alemanha (4.300).

A pera rocha é produzida (99%) nos concelhos entre Mafra e Leiria, numa área de cultivo de 11 mil hectares, sendo os concelhos de maior produção os do Cadaval e Bombarral.

A pera rocha do Oeste possui Denominação de Origem Protegida, um reconhecimento da qualidade do fruto português por parte da União Europeia.

Fonte:TSF

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