Preço do azeite vai subir

A queda da produção de azeitona para azeite em 30% em 2016 torna inevitável a subida dos preços.

O ministro da Agricultura, em declarações à agência Lusa declarou que o facto de 2016 ter sido um ano, do ponto de vista climatérico, “muito mau para a agricultura e que provocou baixas de produção em vários setores, designadamente no azeite”, deverá provocar um inevitável aumento de preços pois “quando a produção cai os preços tendem a subir”.

A Jerónimo Martins, dona do Pingo Doce, já reagiu considerando que a quebra da produção de azeitona vai encarecer o azeite e poderá levar os consumidores a procurar alternativas.

Questionado pela Lusa sobre o impacto desta quebra de produção, o presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos afirmou: “Vai ter um efeito no preço, o preço vai subir”.

Com isso, “haverá retração no consumo do azeite e o consumidor vai procurar outras gorduras”, que podem passar por óleos vegetais, margarinas ou manteigas, acrescentou o presidente da dona da cadeia de supermercados Pingo Doce.

2.1Já fonte oficial do Lidl Portugal refere que, “tendo em atenção os ‘stocks’ de azeite existentes no final de 2016, e apesar de alguma quebra na produção verificada na campanha do ano anterior, não são esperadas grandes oscilações nos preços de azeite para o corrente ano”.

Quanto à cadeia de hipermercados Continente, do grupo Sonae, fonte contactada afirma que “está a par das previsões anunciadas para a produção da azeitona para azeite e reconhece as respetivas consequências para os consumidores”.

No entanto, “não sendo o Continente um produtor e/ou transformador de azeitona, tais questões deverão ser remetidas para os organismos que regem essa atividade como, por exemplo, a Casa do Azeite”, concluiu fonte da cadeia de hipermercados.

A Lusa contactou o grupo Auchan (hipermercados Jumbo) e o grupo Os Mosqueteiros, mas não obteve resposta.

De acordo com o INE, o recuo da produção de azeitona para azeite resultou das “condições climatéricas adversas e da alternância anual de produção dos olivais tradicionais”, antecipando-se uma campanha na ordem das 491 mil toneladas (-30% que em 2015), mas azeite “de boa qualidade”.

Lusa

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