//Prato ‘tripartido’ estuda comportamento infantil

Prato ‘tripartido’ estuda comportamento infantil

Estudo avalia o impacto da utilização de um prato tripartido no comportamento alimentar de alunos do 1º ciclo.
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, através do seu Departamento de Alimentação e Nutrição, está a colaborar num estudo de avaliação do impacto da utilização de um prato tripartido no comportamento alimentar de alunos do 1º ciclo.

A iniciativa está a ser concretizada em colaboração com a Cooperativa de Ensino Superior Egas Moniz e a empresa Gertal – Companhia Geral de Restaurantes e Alimentação, com vista à avaliação do impacto deste prato inovador no comportamento alimentar das crianças, tanto na escola como em casa.

Criado especificamente pela Gertal para este estudo, o prato encontra-se graficamente dividido em três partes, uma área para produtos hortícolas (metade do prato) e duas outras áreas de dimensões iguais para alimentos ricos em amido (massa, arroz, etc.) e alimentos ricos em proteína (carne, peixe, etc.). Os responsáveis pelo estudo pretendem com esta disposição avaliar o seu impacto no comportamento alimentar das crianças, incluindo o desperdício alimentar visando educar as crianças para a adoção de hábitos de consumo mais saudáveis, conscientes e sustentáveis.

As primeiras fases deste trabalho de investigação decorreram no primeiro semestre de 2019, nos Colégios Planalto e Mira Rio, em Lisboa, sob orientação dos investigadores da Unidade de Observação e Vigilância, da Egas Moniz e da Gertal, estando neste momento a ser ultimada a avaliação dos resultados, que deverão ser divulgados até ao final do ano. Ainda segundo os responsáveis por este trabalho, a colaboração científica deverá ter continuidade e ser aprofundada no próximo ano letivo, atendendo aos bons resultados obtidos.

Os hábitos alimentares inadequados em Portugal são o fator de risco que mais contribui para o total de anos de vida saudável perdidos pela sua população e um determinante importante de diversas doenças crónicas, nomeadamente a obesidade, a diabetes e as doenças cardiovasculares. Inverter o crescimento deste tipo de doenças e promover hábitos alimentares saudáveis, é uma das grandes prioridades atuais e todos os intervenientes na área da alimentação devem procurar contribuir para este objetivo, no caso concreto deste estudo através da modificação da oferta, acesso e atratividade.

Fonte e fotos: Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge