//Portugueses querem mais promoção de produtos regionais

Portugueses querem mais promoção de produtos regionais

Para 65% dos portugueses um produto local é produzido na região em que vivem e 33% acha que corresponde a um artigo produzido em território nacional.

Mas a maioria dos consumidores portugueses considera que é prioritário promover o consumo de produtos locais.
Esta é uma ideia partilhada pela maior parte dos europeus inquiridos para o Barómetro Europeu do Observador Cetelem, este ano dedicado ao tema «Pensar Local, Agir Local». Portugueses e europeus salientam que algumas instituições fazem mais do que outras pelos produtos locais.

Para os consumidores portugueses, o incentivo à aquisição de produtos locais é um tema que deve ser encarado como prioritário (53%). Um valor elevado se considerarmos que, em média, entre os inquiridos dos 17 países europeus apenas 39% consideram esta promoção como prioritária. Já para 46% dos consumidores nacionais, esta é uma matéria importante, mas não prioritária (46%) e apenas 1% a considera pouco importante.

Os italianos são os que se mostram mais favoráveis à necessidade de um esforço da sociedade neste sentido, com 58% dos cidadãos a considerar a promoção como prioritária. Os portugueses surgem na segunda posição, seguidos pelos franceses (49%). Checos (25%), belgas e polacos (26%) são os que menos consideram a promoção de produtos locais como prioritária.

Para 65% dos portugueses um produto local é um produzido na região em que vivem e 33% são da opinião que corresponde a um artigo produzido em território nacional. Apenas 5% consideram como produto local um que seja fabricado num país Europeu, o que sinaliza dúvidas sobre a coesão do mercado único.
Na opinião dos consumidores, os pequenos comerciantes e artesãos (89% dos portugueses e 80% dos europeus), as ONG – Organizações Não Governamentais (78% e 76%) e os cidadãos (72% e 67%) são os mais envolvidos na promoção dos produtos locais. Embora reconheçam que há uma necessidade de fazer mais pelo consumo local, este é já uma realidade concreta aos olhos dos consumidores, com 66% a ter a opinião que se encontram disponíveis numerosos produtos deste tipo e 61% a afirmar que são facilmente identificáveis.