Pescadores dos Açores querem pesca sustentável

“O barco da pesca – onde se encontram todos os que vivem da pesca – está a afundar-se” afirmou um dos armadores açorianos presentes numa reunião em Rabo de Peixe onde foram analisadas as dificuldades e as fragilidades crescentes dos pescadores e das suas embarcações de pesca em sobreviver face a uma situação gritante de falta de rendimentos.

A aplicação de um preço único no fornecimento de gasóleo para a pesca foi uma das medidas defendidas através de um abaixo assinado na ocasião, referindo que o diploma publicado a 23 de dezembro do ano passado “deve ser alterado e republicado, devendo ser fixado em 0,31 cêntimos litro (preço banker) para a totalidade da pesca, independentemente do segmento da frota a que pertence, acabando com o regime de reembolsos”, consideram.

Uma pesca sustentável para os Açores

Os armadores e pescadores presentes na reunião subscreveram também uma petição “em defesa da pesca sustentável nos Açores”, onde se considera “preocupante a diminuição das diferentes espécies de peixes crustáceos que constituem unidades populacionais locais e costeiras dos Açores”.

Para a Cooperativa Porto de Abrigo “não adianta, neste momento, atribuir responsabilidades a uma parte dos operadores interessados (por razões económicas ou de lazer), independentemente de existirem actuações de cidadãos pouco responsáveis”. Considera a Cooperativa que a actual situação de ruptura de stocks “resulta da ausência de uma gestão por parte do Governo dos Açores porque, tendo sido alertado para o perigo da sobre-exploração de algumas espécies, ignorou os alertas e rejeitou a adopção de planos visando diminuir o esforço de pesca financiável através do Fundo Europeu das Pescas no Quadro Comunitário 2007/2013”.

Os subscritores defendem a necessidade de “reduzir o esforço de pesca exercida por todos os que desenvolvem a actividade da pesca comercial ou como actividade lúdica, traduzindo-se a redução do esforço de pesca na diminuição programada e controlada da actividade em períodos do ano durante os quais parte substancial das espécies se encontram em processo de reprodução”. Esta é, de resto, uma posição que a Porto de Abrigo já defendeu noutras ocasiões, apontando como exemplo a pesca ao goraz.

Fonte: Site agricultura e mar

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