Perfis Sensoriais dos Vinhos Regionais publicados pelo IVV

A região de origem de um vinho é um dos fatores de maior relevância para a escolha do consumidor. A justificação pode prender-se com a maior ou menor afiliação à região vinhateira por motivos de naturalidade, de prestígio, renome ou simplesmente porque o gosto de um vinho regional satisfaz o consumidor.

O Instituto da Vinha e do Vinho (IVV) publicou recentemente os resultados de um estudo científico que caracteriza o perfil sensorial típico dos vinhos jovens, brancos e tintos, certificados como vinhos “Regionais” ou de “Indicação Geográfica Protegida”, em Portugal Continental.

6.1O estudo, já publicado nas revistas Journal of Sensory Studies (EUA) e Ciência e Técnica Vitivinícola (PT), foi desenvolvido no Instituto Superior de Agronomia (ISA) no âmbito da tese de Doutoramento de Aníbal José Coutinho. Jornalista especializado e enólogo, o autor da investigação demonstra que a região que apresenta o perfil sensorial típico mais diferenciado é o Minho – incluindo a sua Denominação de Origem Vinho Verde – isolando-se sensorialmente em relação a todas as outras regiões nacionais.

Esta diferenciação deve-se a avaliações extremas nos vinhos brancos, de cor muito clara, com presença gasosa, corpo leve e bastante ácido (refrescante). Também o vinho tinto minhoto se revelou único pela cor violácea muito carregada, pela presença gasosa, acidez elevada e forte sensação de adstringência secante na boca. Outros perfis sensoriais foram encontrados para as restantes regiões nacionais e uma resenha deste trabalho foi publicada no novo “Anuário Vinhos e Aguardentes de Portugal 2015 do IVV”, diretório do setor que se encontra acessível em www.ivv.min-agricultura.pt, no formato PDF.

“Trata-se de um trabalho científico, internacionalmente inovador, com enorme aplicação prática para o conhecimento do gosto dos consumidores do vinho português e para a descrição sensorial mais uniformizada dos vinhos de cada uma das 12 regiões vinhateiras de Portugal Continental em feiras e apresentações em todo o mundo. Agora, quando um consumidor revela a sua preferência pelo vinho Alentejano ou Duriense, podemos perceber qual o perfil sensorial relacionado com uma ou outra região, e ainda os perfis mais aproximados que podem ser recomendados”, refere Aníbal José Coutinho.

Para Frederico Falcão, Presidente do IVV, “o caráter original e inovador do Anuário dos Vinhos e Aguardentes fica, sem dúvida, enriquecido com a integração do resumo deste trabalho científico. Este estudo contribui, decisivamente, para a promoção e divulgação dos vinhos portugueses, pelo que é com enorme honra que o Instituto da Vinha e do Vinha se associa ao ISA e ao coordenador do trabalho. Estes resultados constituem uma importante e fundamental ferramenta para a promoção da tipicidade dos nossos vinhos e regiões vinhateiras. Um conhecimento prévio e aprofundado desta informação pode influenciar, com sucesso, as estratégias de divulgação, promoção e exportação dos vinhos portugueses”.

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