Pepsico compromete-se a reduzir açúcares e gorduras

Depois da revelação de pagamentos a instituições que promovem a saúde pública, empresa anunciou a intenção de “reduzir os níveis de açúcares adicionados, gorduras saturadas e níveis de sal na sua gama de produtos” até 2025.

No que se refere aos produtos o objetivo, refere a empresa, é reduzir para 100 calorias ou menos, procedentes de açúcares adicionados por porção de 33 centilitros, em “pelo menos dois terços da gama global de bebidas”. Além disso, “pelo menos três quartos da gama global de alimentos não terão mais de 1,1 gramas de gorduras saturadas por 100 calorias” e “pelo menos três quartos da gama global de alimentos não terão mais de 1,3 miligramas de sódio por caloria”.

2-1Um facto muito curioso é que o anúncio destas medidas «saudáveis e amigas do ambiente» surgiu poucos dias depois de ter sido noticiado que a Pepsi, juntamente com a Coca-Cola, pagou, entre 2011 e 2015, a instituições que promovem a saúde pública, nos Estados Unidos da América, para que não fossem referidas como bebidas prejudiciais à saúde.

Mas a empresa, dona da Pepsi, Lays, Chipicao e 7up, entre outras, pretende agora ir mais longe, revelando que o plano a desenvolver nos próximos anos tem também uma preocupação com o meio ambiente, com medidas para reduzir o consumo de água utilizado no fabrico dos produtos, entre 15 a 25%.

Por outro lado, a Organização Mundial de Saúde recomendou, recentemente, que fossem aplicados impostos sobre as bebidas açucaradas, à semelhança do que foi feito em França e México. Em Portugal, o Governo também propõe um aumento dos impostos sobre os refrigerantes.

Recorde-se que a «guerra» contra os alimentos com alto valor de açúcares e gorduras baseia-se no facto de serem viciantes e altamente prejudiciais à saúde, contribuindo para aumentar os gastos públicos com a saúde.

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