À Mesa com… Margarida Mercês de Melo

“O deleite da refeição começa no momento da escolha”

2.1Margarida Mercês de Mello foi voz da Rádio Comercial onde, na década de 1980, fez a Grafonola Ideal com Júlio Isidro, entre outros programas de sucesso. Rosto conhecido da RTP, apresentou vários programas, dos quais se destaca “Os Dias Úteis”, da sua autoria.
Atualmente está a fazer um documentário sobre a Casa dos Estudantes do Império (1944-1965). Apresenta documentários na RTP2 e continua fazer locuções off, para RTP1 e todos os canais da RTP.

Na mesa confessa-se apreciadora de peixe grelhado, embora no campo enófilo a opção recaia mais nos vinhos tintos. No campo das sobremesas (e não só) tem preferência pelos Gelados Ben & Jerry’s.

Na cozinha, o prato que lhe sai melhor é a feijoada e na despensa procura que nunca falte ervas, flor de sal, bom azeite e especiarias.

Os três restaurantes que recomenda (entre outros que gostaria de referir) são o Papa Açorda em Lisboa, o Lotus em Lagoa no Algarve e o Porto dos Frades em Porto Santo.

Que relação tem com a enogastronomia?

Cada vez mais próxima. Deixei de fumar há quase 11 anos e, desde essa altura, passei a saborear e a apreciar um bom copo de vinho, à volta de uma mesa com uma boa roda de amigos.

Qual a sua região preferida?

De vinhos, talvez o Alentejo, mas os meus conhecimentos não me permitem responder com total segurança. Destaco uns tintos (sobretudo da casta trincadeira) e rosés, da Bombeira do Guadiana, que são muito bons e são elogiados pelos apreciadores e especialistas.

O que gosta num restaurante?

Paz. Não gosto de ficar com os nervos em franja, por causa do tilintar dos talheres, das conversas da mesa do lado ou dos telemóveis. Boa acústica e ausência de cheiros da cozinha. Ementas com boa matéria-prima, quer sejam umas pataniscas com arroz malandrinho de tomate ou o mais sofisticado e caro dos pratos.
E tanto me faz uma tasca, castiça, como um restaurante de luxo.

Cada um deles tem as suas especificidades, mas a limpeza, a extrema qualidade e a autenticidade dos produtos e da confecção – numa como noutro – são indispensáveis! Empregados simpáticos (que tenham noções de trato com o cliente), solícitos e que saibam dar sugestões com prazer. O deleite da refeição começa no momento da escolha.

E o que não gosta?

Não gosto do contrário do que acabo de dizer. Desconfio muito de pratos com molhos espessos, que possam estar a maquilhar uma menor frescura do peixe ou da carne. Também sou contra o abuso de natas, o que rouba o sabor original dos produtos. Além disso, adorando música e não concebendo a minha vida sem ela, não a aprecio nada em restaurantes, e muito menos ao vivo! E aparelhos de televisão, idem. A não ser que se trate de um acontecimento
especial, por exemplo um jogo de futebol importante. Mas nesse caso, o protagonista é o jogo.

Fotos: poroutroolhar.blogspot.com

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