À Mesa com… Lígia Santos

Lígia Santos foi a vencedora da primeira edição do MasterChefe, programa de Culinária da RTP com o objetivo de descobrir o melhor cozinheiro amador de Portugal.

O júri, constituído pelos Chefes; Cordeiro, Justa Nobre e Ljubomir Stanisic atribuíram o título de primeira MasterChefe de Portugal a esta engenheira civil, de 32 anos, que nasceu na Póvoa de Varzim mas reside em Vila Nova de Famalicão.

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Nesta cidade minhota, Lígia Santos está a desenvolver o Clube masterCook onde a proposta é “promover e divulgar produtos e sabores de Portugal com uma pitada de inovação e um toque de autor” através da realização de Workshops de culinária (www.clubmastercook.com).
Lígia Santos realizou há um ano o sonho de abrir uma unidade de turismo rural. É em Arcos de Valdevez, chama-se «Casas da Li» e o contacto é www.casasdali.pt.

O prato de que mais gosta é ‘Pescada à Poveira’ e a bebida… Água. Não consegue para de comer chocolate e na cozinha o que lhe sai melhor é… qualquer prato cuja inspiração seja a tradição portuguesa. Na despensa não lhe pode faltar, ervas aromáticas biológicas.

Os três restaurantes que recomenda são: Ferrugem em Vila Nova de Famalicão; Pedro Lemos no Porto e DOC em Armamar.

Relação com a enogastronomia

Sou defensora dos vinhos e da gastronomia, ambos mundialmente conhecidos pela sua qualidade. Portugal é um país cujo tamanho é inversamente proporcional à sua riqueza gastronómica e vitivinícola, mas precisamos de nos unir e saber mostrar ao mundo, o que de melhor se faz cá.

Pessoalmente, tento promover os nossos vinhos e a nossa gastronomia no Club masterCOOK onde alguns dos workshops reflectem a íntima ligação que existe entre os dois.

Região preferida?

Por aqui residir destaco o Minho que é rico e farto gastronomicamente, com pratos como os rojões à minhota, o arroz de sarrabulho, o arroz de pica no chão, o bacalhau e muitos mais. Para harmonizar, prefiro os nossos vinhos verdes, dos quais destaco os “alvarinhos”,que por cá se fazem com muita qualidade e que equilibram muito bem com a sua frescura estes pratos muito tradicionais mas ao mesmo tempo, um pouco “pesados”.

Tenho, no entanto, de admitir que ultimamente me têm conquistado os vinhos do Douro que, a meu ver, vêm surgindo com uma maior ousadia dos produtores no tratamento das diferentes castas o que resulta numa variedade cada vez maior de aromas e intensidades muitas vezes surpreendentes e que me agradam particularmente.

O que gosta num restaurante?

O que gosto num restaurante é, tal como na construção de um prato, o equilíbrio dos seus “ingredientes”.
Gosto da hospitalidade, “o saber receber” porque, depois da fachada, é a primeira impressão que fica, …gosto de ser surpreendida com a frescura genuína de novos sabores,“o saber fazer”, em que o que é servido se relaciona diretamente com o lugar e o espaço onde é feito, … gosto de sentir que, independentemente do preço, valeu a pena, e de sair com a certeza que vou voltar, “o saber manter um negócio”.

O que não gosta num restaurante?

Não gosto da singularidade de ementas, …não gosto de ementas fechadas durante anos e da falta de ousadia na inovação da nossa gastronomia, …não gosto do preço visivelmente exagerado de algumas cartas de vinhos, …não gosto da falta de profissionalismo e formação no serviço, …não gosto que os preços não reflitam a qualidade e frescura dos produtos.

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