À Mesa com… José Jorge Letria

Jornalista, escritor, dramaturgo e poeta, José Jorge Letria é autor de uma extensa obra literária traduzida em mais de uma dezena de línguas e premiada em Portugal e no estrangeiro. É mestre em Relações Internacionais pela Universidade Autónoma de Lisboa e doutorando em Ciências da Comunicação pelo ISCTE. Foi vereador da Cultura da Câmara de Cascais entre 1994 e 2002. Ao lado de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira, foi um dos nomes destacados da canção política em Portugal, tendo sido agraciado com a Ordem da Liberdade em 1997.

2É actualmente presidente da Direcção e do Conselho de Administração da Sociedade Portuguesa de Autores e membro do Comité Executivo do Conselho Internacional de Autores Dramáticos, Literários e Audiovisuais.

O prato de que mais gosta é ‘Arroz de polvo’ sem picantes e para acompanhamento da refeição, um copo (e só um) de um bom vinho alentejano.

Tem dificuldade em parar de comer um bom ‘Cozido à Portuguesa’ e na cozinha, confessa: ser “péssimo a cozinhar mas, só mesmo para não morrer de fome consegue fazer ‘ovos mexidos com cogumelos’ e sem nenhuma imaginação adicional.

Diz que na despensa não pode faltar “o essencial para poder tratar de mim quando não tenho quem o faça, por exemplo, ovos, arroz, massa, atum de conserva, queijo, pão e manteiga sem sal”.

Para «comer fora» argumenta que prefere não fazer destaques “porque me poderiam abrir o apetite numa hora imprópria. A verdade é que gosto muito de variar, conforme as épocas do ano e os lugares onde estou. Cito apenas um fora de Portugal: o restaurante ‘Nuria’, nas Ramblas, em Barcelona, mesa de grandes autores e artistas ao longo de décadas.

Que relação tem com a enogastronomia?

Sempre gostei de comer bem, em casa e fora de casa, considerando que a manutenção de bons hábitos alimentares é essencial para o corpo e para o espírito. Infelizmente, quase 30 anos de jornalismo e o desempenho de funções que me obrigam a viajar bastante não me têm permitido cumprir esta regra pessoal com o grau de exigência que determinei.

Qual a sua região preferida?

Não tenho regiões de eleição em termos gastronómicos, mas inclino-me para o Minho e para o Alentejo, também por serem exemplos de excelência e da espantosa diversidade que este país acolhe e representa.

O que gosta num restaurante?

Num restaurante gosto de ser bem atendido e bem servido, sem uma distância antipática e também sem subserviência. Não gosto, por exemplo, do excesso de zelo que leva o empregado ou o gerente a virem quatro ou cinco vezes à mesa perguntar se “está tudo bem”. Se não estiver, eu trato de o dizer na altura certa, mesmo sem perguntas.

O que não gosta num restaurante?

Não gosto de música ambiente a despropósito, nem da vizinhança de clientes ruidosos que, às vezes, por serem muitos, se sentem donos do restaurante. Também não gosto de plasmas a transmitirem as emissões da MTV ou jogos de futebol, porque ambas as coisas nos desconcentram, distraem e afectam o bem-estar de quem gosta de comer e de conversar em paz.

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