À Mesa com… José da Câmara

Nascido em Lisboa, a 23 de Maio de 1967, José da Câmara herdou da sua tia-avó Teresa de Noronha e do pai Vicente da Câmara (recentemente falecido), a tradição fadista que o trouxe a uma sólida carreira profissional iniciada aos 17 anos, pela mão de César de Oliveira, na revista «Lisboa, Tejo e Tudo».

O primeiro registo em disco, o auto-intitulado «José da Câmara», foi editado em 1988. Com o segundo álbum, «Velha Cantiga», lançado em 1991, cimentou definitivamente a sua maturidade como intérprete do género musical português declarado Património Imaterial da Humanidade em 2011.

Para além de espetáculos um pouco por todo o país e no estrangeiro, José da Câmara marca presença regular nas melhores casas de fado de Lisboa e é atualmente locutor da Rádio Sim, do grupo Renascença.

José da Câmara elege como prato favorito o cozido à portuguesa e no capítulo das bebidas a escolha recai num “bom vinho, de preferência «Comenda Grande» da região de Évora.

Diz que não consegue parar de comer caracóis e quando vai para a cozinha, o prato que lhe sai melhor é feijoada ou favas. Compreende-se que diga que na despensa não pode faltar…temperos.

Que relação tem com a enogastronomia?

Não costumo beber vinho diariamente, pois quando vivia com os meus Pais e irmãos, éramos oito à mesa e apenas a minha Mãe não prescindia do seu copinho de vinho.
Entretanto do ano 2000 a 2011 tive restaurantes, e foi aí que me obriguei a começar a apreciar os bons vinhos que temos em Portugal. Agora quando saio, num bom jantar está sempre um bom vinho.

Qual a sua região preferida?

Sem dúvida o Alentejo! Tem, quanto a mim, a maior quantidade e qualidade de vinho do país. Quanto à gastronomia tem talvez das melhores do mundo, para o meu gosto, é claro! Gostava de fazer justiça ao resto do país, principalmente o norte, onde se come também muito bem e tem óptimos vinhos.

O que gosta num restaurante?

A iluminação discreta, o empregado simpático mas discreto, a relação preço qualidade muito equilibrada e ter lugar para o carro.

O que não gosta num restaurante?

Não ter lugar para o carro, o empregado malcriado ou “melga”, o armar ao chique e depois a comida não saber a nada, a decoração pretensiosa e quando pedimos a conta… vir uma bomba!

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