À Mesa com…António Sala

António Sala tem uma vasta carreira como apresentador de rádio e televisão, cantor e compositor.

Música Maestro, em 1972, assinalou a sua estreia em televisão. Em 1978 apresentou o concurso Ou vai ou taxa na RTP e no ano seguinte entrou na Rádio Renascença onde, com o programa matinal Despertar estabeleceu durante as décadas de 1980 e 1990 o maior fenómeno de popularidade radiofónica de sempre em Portugal.

Em 2007, foi eleito pelo Rádio Clube Português a maior figura de sempre da história da rádio em Portugal. Recentemente voltou à televisão, como jurado no programa A Tua Cara Não Me É Estranha, na TVI.

António Sala fo2.1i diretor de programas da Rádio Renascença e director-geral do Grupo Renascença. É atualmente presidente do Clube Renascença, Liga dos Amigos da Rádio Renascença.

Desde meados dos anos noventa que é Voluntário da Liga Portuguesa Contra o Cancro no IPO de Lisboa. Continua a criar espetáculos musicais, toca piano, compõe, assina artigos e crónicas, dá conferências, faz workshops e escreve novos livros.

Confessa-se um apreciador de “bacalhau de qualquer forma” e admite ter dificuldade em parar de comer “azeitonas boas”.

No capítulo das bebidas, dispara sem hesitações a preferência pelo Vinho Branco Paulo Laureano Clássico.
Na cozinha é melhor não contar com ele pois reconhece ser “péssimo a confecionar, nada me sai bem”. Ainda assim, acha que na despensa não pode faltar arroz.

Na recomendação de três restaurantes, apesar da dificuldade, a escolha recai no
«Sinal Vermelho» no Bairro Alto em Lisboa, o «João Brandão» na Aldeia das 10
e o «Camelo» em Seia.

Relação com a enogastronomia ?

É uma relação com altos e baixos. Quando engordo e tenho forçosamente que emagrecer, é tormentosa e cheia de sentimentos de culpa. Quando estou à vontade e posso comer praticamente sem restrições, é uma autêntica lua-de-mel.
Comida e vinhos, mais que alimento têm de ser para mim formas de prazer e espaço de culturas e convivências. O prazer dos aromas e sabores é, sem dúvida, um ato de amor.

Região preferida?

Dou especial relevância a cinco regiões. Beira Alta, Alentejo, Trás os Montes, Douro e Península de Setúbal. Por razões tão diversas, quanto, nuns casos os seus vinhos, noutros as suas carnes, ainda os seus peixes ou mesmo a forma como confecionam desde o pão a enchidos, ou a qualidade dos seus legumes e frutas. O nosso país é de uma riqueza gastronómica fantástica. De norte a sul e até às Regiões Autónomas.

O que mais gosta num restaurante?

De perceber que a sua qualidade vem da escolha criteriosa dos produtos selecionados e se associa a uma higiene e limpeza irrepreensíveis. Que ofereça um ambiente onde saiba bem estar a comer e que demonstre bom gosto e imaginação, desde a forma como propõem os seus pratos, até aos utensílios com que os serve.
Dou especial importância à competência e simpatia dos seus funcionários. E, infelizmente não muito praticado, que as casas de banho sejam imaculadamente limpas e absolutamente higiénicas.
Todos estes itens, são razões para eu poder, ou não, confiar na cozinha que me vai servir uma refeição.

O que não gosta num restaurante?

Não gosto mesmo de travessas metálicas, toalhas de papel, copos feios, talheres desgastados, garrafas com bases sujas e que são colocadas em cima da mesa, empregados de calça preta e camisa branca de manga curta, com as unhas sujas e mãos que se vê não serem permanentemente lavadas e que cheiram mal dos sovacos quando se debruçam sobre os clientes. Não gosto de televisões aos gritos por cima das nossas cabeças, pedidos feitos aos berros para a cozinha, pano sujo pendurado no ombro, ementas emporcalhadas e cheias de gordura.

E detesto o tradicional mau gosto decorativo de, infelizmente, uma ainda imensa maioria dos restaurantes portugueses.

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