À Mesa com… Chefe Cordeiro

Nascido em Angola, filho de pais transmontanos, o Chefe Cordeiro tem elevado a cozinha portuguesa ao mais alto nível. Prova disso são as estrelas Michelin conquistadas em 2005, 2006, 2012 e 2013.

Depois da Escócia, Suíça e Inglaterra, regressou a Portugal para criar e inspirar muitos dos que com ele trabalham com a adrenalina, a arte e o rigor que o caracterizam, afirmando-se defensor dos bons produtos portugueses pois “em todos os pratos que confecciono as minhas raízes e tradições estão sempre presentes”.

Ficou conhecido do grande público como júri do programa TOP Chefe, MasterChef e Chef’s Academy emitidos na RTP1.
Atualmente divide o seu tempo pelos restaurantes Chefe Cordeiro em Lisboa, Porto Sentido by Chefe Cordeiro e o Blini em Gaia.

Conquistou uma Estrela Michelin em 2005, 2006, 2012 e 2013.

O prato preferido do Chefe é um bom Cozido à Portuguesa e a bebida que prefere vinho branco ou tinto, “desde que seja Português”. Não consegue parar de comer Gelados ou Sorvetes e o prato que lhe sai melhor é “qualquer arroz, seja carolino ou agulha, mas Português”. Na despensa nunca pode faltar pão, azeite, alho, vinho e carne.

Que relação tem com a enogastronomia ?

Procuro criar a melhor relação possível entre a comida e os vinhos quando estou a elaborar uma carta ou apenas um menu. Somos um país de excelentes produtos e excelentes vinhos. Cabe aos profissionais de cozinha e de vinho fazer a ligação perfeita e coloca-la na mesa dos clientes.

Qual a sua região preferida?

Todas as regiões têm características únicas, no entanto, por razões afetivas sou mais ligado ao Norte do Pais, em termos gastronómicos e vínicos.

O que gosta num restaurante

Dependendo da ocasião, gosto de restaurantes diferentes. No entanto, tenho sempre uma maior tendência para os restaurantes tradicionais. Identifico-me com a atenção que dão aos produtos e à forma dedicada para com o cliente.

O que não gosta num restaurante

Raramente volto a um espaço onde não há qualidade e atenção. Estou na profissão há muitos anos e percebo quando um serviço corre mal e há muitos fatores que podem condicionar isso. Mas quando há qualidade no produto e na sua escolha, isso percebe-se. Se me servirem gato por lebre, não volto. Gosto de comer bem e não me importo de pagar por isso. O consumidor está cada vez mais atento e sabe o que é bom. Só os restaurantes que tiverem essa noção é que vão sobreviver a esta crise.

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