À Mesa com António Manuel Ribeiro (Vocalista UHF)

António Manuel Ribeiro fundou os UHF em 1978 e, ao longo de mais de 38 anos de carreira, apesar das alterações na composição da banda, tem mantido o estatuto de figura carismática que permanece fiel ao que se convencionou chamar “rock em português”.

O primeiro disco 2.1gravado e editado pela banda de Almada foi o EP “Jorge Morreu”, em 1979, que incluía os temas de sucesso “Aquela Maria” e “Jorge Morreu”. Assumido benfiquista, António Manuel Ribeiro, autor da maioria das músicas e letras dos temas interpretados pelos UHF, lançou dois álbuns a solo intitulados “Pálidos Olhos Azuis”, em 1992 e, em 2000, “Sierra Maestra”. Com os UHF, conta já dezenas de discos gravados, entre LP (no tempo do vinil), MC, CD e DVD (a partir dos anos 90), o último dos quais editado em 2015 com o título “UHF – O Melhor de 300 Canções”, uma colectânea integral de carreira.

Certamente influenciado pela zona onde vive (Costa da Caparica-Almada) confessa-se apreciador de peixe grelhado e, contrariando as tendências de harmonizações, revela que é fã (sim, quem tem muitos fãs, também o pode ser) dos “ nobres tintos alentejanos” mesmo, imagine-se a acompanhar o peixe grelhado.

Tem dificuldade em parar de comer camarão de Espinho e na cozinha, só arrisca fazer um bife grelhado. Já na despensa o que não pode faltar é legumes e saladas.

Desafiado a recomendar três restaurantes, mostra-se incomodado por deixar outros sem referência mas indica-nos o «Oh Carlos», na Charneca de Caparica, a «Casa Aleixo», no Porto, e «o Faroleiro», no Guincho.

Que relação com a enogastronomia?

A escolha de um vinho que potencie as virtudes de um prato produz um casamento perfeito à mesa, uma ciência que se torna obra de arte para ser saboreada. Apesar de viver à beira-mar, e de ter uma excelente relação com o peixe fresco, sou pelos tintos, em todas as ocasiões gastronómicas.

Qual a região preferida?

O Alentejo, de Évora até Estremoz. Mas também o Douro, que conheço menos bem.

De que gosta num restaurante?

É um conjunto de pormenores, como o espaço e a luz, ou a ausência desta à noite, o sossego do recanto, o mar na proximidade, os amigos que me recebem, as sugestões que propõem, enfim, sentir-me em casa. Por motivos profissionais, fui ganhando amizades e conforto às mesas de norte a sul, ilhas incluídas. E neste aspeto, nós os portugueses, quando queremos, somos mesmo bons.

De que não gosta num restaurante?

Não gosto da falta de cuidado profissional, de ficar à espera que me indiquem uma mesa demasiado tempo, que me queiram impor um local porque dá mais jeito ao empregado. Também não gosto de ver um copo mal lavado, de desleixo e de ausência de rigor.

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