//Manual de Alimentação para Peregrinos

Manual de Alimentação para Peregrinos

O documento quer contribuir para a otimização da alimentação dos peregrinos, mas tem recomendações que servem para o dia-a-dia dos cidadãos.

Apresentado recentemente pelo Instituto Politécnico de Leiria (IPLeiria), o Manual de Alimentação para Peregrinos, “encapotadamente é um manual para o nosso dia-a-dia” disse o diretor do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável, da Direção Geral da Saúde.

“Este manual não se destina apenas a quem peregrina, mas também a quem faz um esforço físico violento, porque temos aqui orientações para o antes, durante e após o esforço”, precisou Pedro Graça, salientando que o documento apresenta “normas e orientações que servem para o nosso dia-a-dia”.

Uma das autoras, a professora da licenciatura de Dietética e Nutrição da IPLeiria, explicou que o documento foi elaborado por “uma equipa multiprofissional e com linguagem acessível, mas rigor na fundamentação técnica e científica”.

Cidália Pereira acrescentou que o objetivo é “contribuir para a otimização da alimentação dos peregrinos, com recomendações nutricionais e a sua transposição para os alimentos”.

No blog da DGS o Manual, com mais de três dezenas de páginas, apresenta sugestões de menus adequados para serem preparados antes, durante e depois da peregrinação, de forma a garantir a resposta nutricional adequada.

Hidratação, a sua importância e formas de ingerir líquidos, consumo de vitaminas e minerais e segurança alimentar são outros temas com destaque no manual, sempre com exemplos nutricionais.

Para além da abordagem alimentar, o documento aborda também questões importantes como

o tempo de descanso, o calçado e roupa recomendada e a higienização são outras preocupações referidas.

 

Pedro Graça considera que “o peregrino é alguém que tem tempo para refletir sobre a sua alimentação, portanto, era uma oportunidade única para atingir os muitos milhares de peregrinos que por este país fora fazem a sua deslocação” referiu, acrescentando que “a maior parte dos peregrinos” não tem a ideia da exigência, “do ponto de vista físico”, de uma peregrinação e que, “às vezes”, alguns deles “têm condições de saúde não indicadas para fazer este desafio físico”.

 

 

Foto de capa: Fundação CEBI