//Leilão de objetos de Chefe de cozinha

Leilão de objetos de Chefe de cozinha

Objetos de Anthony Bourdain, que faleceu há pouco mais de um ano, vão ser leiloados.

Era, de facto, uma estrela internacional o Chefe e apresentador de televisão Anthony Bourdain que morreu em junho do ano passado aos 61 anos.

Agora, peças de vestuário, pinturas, móveis, livros, discos, vários textos manuscritos e até uma faca personalizada Bob Kramer, avaliada em cerca de 5400 euros, vão ser leiloados online em outubro próximo. Outro objeto que está a merecer destaque da leiloeira é um casaco da Marinha dos EUA, recebido por Bourdain em 2006, depois de deixar Beirute durante o conflito Israel-Libano.

A leiloeira Lark Mason Associates já revelou que serão colocados à venda 215 lotes cujo valor de mercado oscila entre os 150 mil e os 350 mil euros. O resultado final do leilão que estará online de 9 a 30 de outubro reverterá a favor da esposa e filha (60%) e o restante destina-se a criar uma bolsa de estudos, com o nome do cozinheiro, no Culinary Institute of America.

Bourdain foi encontrado morto em França, onde estava em filmagens para o seu programa e, de acordo com a CNN, o também escritor enforcou-se com o cinto do robe de banho do hotel.

Esteve duas décadas a trabalhar em restaurantes, lavou pratos numa marisqueira e chefiou cozinhas sofisticadas em Nova Iorque. Depois, largou tachos e panelas para se lançar como escritor e, mais tarde, como apresentador de televisão com o objetivo de “revelar o lado oculto das cozinhas” como disse, acrescentando que há muitas histórias de “sexo, drogas e mau comportamento” escondidas na alta cozinha

Também no livro ‘Cozinha Confidencial-Aventuras no Submundo da Restauração’, Anthony Bourdain faz um relato do que é realmente a vida nos recantos escuros do submundo da restauração, descrevendo o ambiente de algumas das mais famosas cozinhas do mundo e dizendo tanto mal de si, como dos outros.

Bourdain, que em 2011 dedicou a Lisboa um episódio do programa ‘Não aceitamos Reservas (No Reservations) dizia: “ A maneira rápida, talvez a mais rápida, de conhecermos uma cultura é olhar para o que as pessoas comem, como comem, em que circunstâncias, o que cozinham, o que lhes dá prazer”.