‘Kebabs’ podem ser proibidos na União Europeia

A possível resolução de veto só acontecerá no segundo semestre deste ano, mas o assunto já está a provocar discussão.

O que está em causa não é, propriamente, o preparado de carne mas sim os fosfatos usados na mesma, já que estes aditivos são necessários para manter a carne tenra e com sabor, tanto durante o transporte do kebab como no assador. Para a indústria de alimentos, os aditivos alimentares que apresentam o elemento fósforo na sua constituição conferem aos produtos maior capacidade de retenção de água,

Tratando-se de aditivos considerados essenciais ao Kebab, se esta resolução vier a ser aprovada em plenário pelo Parlamento Europeu, pode mesmo significar o fim dos restaurantes de kebabs na Europa, uma vez que os eurodeputados vetariam assim a proposta da Comissão Europeia de permitir o uso de ácido fosfórico, fosfatos e polifosfatos (E 338-452).

Um facto que, a acontecer, provocará o descontentamento não só de turcos e gregos que aqui vivem, mas também de muitos europeus apreciadores desta ‘especialidade’ seja de cordeiro, vaca ou frango.

Em toda a Europa, cerca de 200 mil pessoas trabalham em restaurantes que vendem kebabs e só no Reino Unido, escreve o The Guardian, são vendidos cerca de 1,3 milhões de kebabs diariamente.

O Kebab

O kebab é uma espetada de pedaços de carne, por vezes entremeados com vegetais, que vai a assar ou a grelhar no forno, ou na brasa.

A diferença básica do kebab para as nossas espetadas é que tradicionalmente temperamos a carne com sal e os kebabs são marinados por 48 horas em vários temperos.

Em Portugal o mais conhecido é o döner kebab, uma adaptação ao gosto alemão da tradicional especialidade turca, onde a carne de borrego é assada num grande espeto giratório posicionado na vertical para ser tirada em fatias finas.

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