Instalações sanitárias sem higiene. O que fazer?

A falta de higiene nas instalações sanitárias leva alguns clientes simplesmente a sair, outros a reclamar. E você, o que faz?

A situação tem melhorado nos últimos anos, mas uma significativa parte dos empresários da área de alimentação e bebidas ainda dá pouca atenção às instalações sanitárias ou, usando uma definição mais técnica: o conjunto das instalações destinadas a satisfazer as necessidades fisiológicas.

Normalmente chamam-lhes «casas de banho» e, na maioria dos casos, estão identificadas com apenas duas letras: WC, que é a sigla da expressão inglesa «water closet», que, sem tradução à letra e de acordo com o Ciberdúvidas terá o significado de «casa de banho (banheiro)».

Em restaurantes, snacks e cafés mais modestos, é comum encontrar-se instalações que obrigam a verdadeiros contorcionismos para se entrar e para fechar a porta. No caso das instalações para homens, muitas vezes quem precisa de usar a sanita (se tiver coragem) fica com a boca e o nariz ao nível do urinol.

É verdade que, entre outras, a legislação apresenta exigências como:

“Os estabelecimentos com mais de 16 lugares devem ter instalações sanitárias para utentes separadas por sexo.

As instalações sanitárias para clientes devem ter água corrente, cabinas com retrete independentes (com dispositivos para papel higiénico), e estar equipadas com dispositivos de ventilação artificial com contínua renovação de ar, adequados à sua dimensão.

Todos os lavatórios devem ter água corrente, quente e fria, com dispositivos de sabão líquido e toalhetes descartáveis ou secador de mãos.”

Mas deixemos as questões técnicas e abordemos as higiénicas. Ou melhor, a falta delas.

Chão inundado por demasiada pressão nas torneiras ou ruturas de canalização, falta de sabão líquido, recipientes dos toalhetes vazios e secadores de mão avariados (quando os há), autoclismos avariados, sanitas entupidas e papel higiénico no chão.

Este é uma lista (simples) do muito que ainda encontramos, maioritariamente, em estabelecimentos de restauração e bebidas mais modestos. Mas se é verdade que a estes não se poderão exigir condições de luxo, há um mínimo a exigir.

Do inquérito público que fizemos através do Painel de Leitores, resultaram comentários como: “reclamei junto do responsável” (poucos), ou “registei no livro de reclamações” (curiosamente, ainda menos). Registe-se ainda, (em maior número) os que afirmam “nunca mais lá voltei”.

Curiosamente, na rubrica «À Mesa com…», publicada em 2016, o convidado, António Sala, declarava: Dou especial importância à competência e simpatia dos seus funcionários. E, infelizmente não muito praticado, que as casas de banho sejam imaculadamente limpas e absolutamente higiénicas.

Estes e outros itens, são razões para eu confiar, ou não, na cozinha que me vai servir uma refeição. “

E você, como reage?

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