“Hoje, o produto vinho/gastronomia é, claramente, uma alavanca do turismo nacional”

José Bernardo Nunes, presidente da Câmara Municipal do Cadaval elogia o trabalho das duas adegas cooperativas e dos produtores individuais do seu concelho.

No âmbito das comemorações do 10º aniversário da Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV), que se assinalou a 30 de abril, o Jornal dos Sabores está a publicar uma série de entrevistas com autarcas dos municípios fundadores desta associação intermunicipal.
Para a presente edição, as respostas às nossas perguntas são de José Bernardo Nunes, Presidente da Câmara Municipal do Cadaval.

Que balanço faz dos 10 anos da AMPV?

A criação da AMPV foi importante na medida em que veio contribuir para estreitar o relacionamento entre os municípios produtores de vinho do país, que são muitos e distribuídos de norte a sul por diversas regiões vitivinícolas.
Faço, por isso, um balanço positivo do trabalho da AMPV.

Que importância atribui ao produto vinho/gastronomia na oferta turística nacional?

Os números são conhecidos, o setor do vinho tem um peso muito substancial no setor agroalimentar e tem contribuído imenso para as exportações do país.

Portugal, para além de possuir a região demarcada mais antiga do mundo, o Douro, tem nos últimos anos, fruto da aposta na qualidade dos seus vinhos, reforçado a sua imagem de destino turístico associado ao vinho e à gastronomia.
Hoje, o produto vinho/gastronomia é, claramente, uma alavanca do turismo nacional e uma referência internacional nesta matéria.

No setor do vinho há algo que o preocupe a nível nacional?

Existem alguns constrangimentos, mas julgo que o setor está consciente das necessidades e a trabalhar para a sua resolução.

Que opinião tem sobre o serviço de vinhos nos restaurantes em Portugal atualmente?

Melhorou muito nos últimos anos, no entanto ainda muito há a fazer nesta área que nem sempre tem a atenção que merece. Mas nota-se claramente um cuidado com a apresentação das cartas de vinhos e com a necessidade de conhecimento dos profissionais do setor para com os clientes.

Que importância atribui ao produto vinho/gastronomia na oferta turística do seu concelho?

O Cadaval também evoluiu muito nesta área, quer através das duas adegas cooperativas que souberam adaptar-se aos mercados e às exigências atuais, quer através dos produtores individuais que investiram substancialmente na qualidade e apresentação dos seus vinhos, que têm vindo a acumular prémios nos mais diversos certames nacionais e internacionais.

Neste sentido a autarquia tem vindo a apoiar todos os eventos relacionados com o vinho e a promover anualmente o Festival do Vinho Leve, durante a Festa das Adiafas que se realiza em outubro.

O que oferece o seu concelho, especificamente na área do enoturismo?

Existem várias lojas de vinhos no concelho onde poderão ser apreciados os nossos produtos, desde os leves aos tintos, passando por rosés e aguardentes.

Nesta matéria aproveito para Vos “encaminhar” para um site promovido pela autarquia www.cadavalcativa.pt, onde se pode planear uma visita ao Concelho do Cadaval com acesso a informação acerca dos locais para comer e dormir, lojas de vinhos, entre outra informação útil, como os locais a visitar.

E quanto à oferta gastronómica?

A oferta gastronómica é muito boa, embora não exista um prato típico da região, modéstia à parte, temos excelentes restaurantes no concelho onde tudo é confecionado de forma excelente e onde não falta a rainha da fruticultura, a Pera Rocha, confecionada das mais diversas maneiras.

Que outros produtos turísticos destaca para além do vinho e da gastronomia?

A Serra de Montejunto e a Real Fábrica de Gelo são locais obrigatórios na passagem pelo Cadaval.

O Museu Municipal e o Moinho das Castanholas devem também merecer uma paragem para se ficar a conhecer melhor a história do concelho e uma das artes de relevo, o moleiro, num espaço todo restaurado onde é possível observar um dos únicos moinhos de ferro da região que ainda está funcional.

Qual o seu prato preferido? E o vinho para o acompanhar?

Como sou uma bom garfo, aprecio a gastronomia variada, de norte a sul do país sem exceções. Quanto ao vinho tem de ser do Cadaval, embora goste de ser surpreendido por vinhos de outras regiões.

Sobre o Cadaval

– O Cadaval é o concelho mais a norte do distrito de Lisboa. De imagem marcadamente rural, são emblemáticas as suas encostas de pomares e vinhedos verdejantes.
– A pera Rocha é rainha da economia local, representando o Cadaval o principal produtor e exportador deste fruto de caraterísticas peculiares.
– O vinho produzido no concelho chega, tal como a pera, a diversos países do mundo, tendo acumulado diversos prémios nacionais e internacionais ao longo dos anos. O vinho Leve é hoje outro dos cartões de visita do concelho.
– Na doçaria, distingue-se o pão-de-ló Ti Piedade, produzido na localidade do Painho.

A 24 de junho – Feira de S. João (Feira Franca)
Em outubro – Festival do Vinho Leve /Festa das Adiafas
A 8 de dezembro – Feira dos Pinhões

Mais em: www.cm-cadaval.pt

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