História do Bolo de Mel no Museu Etnográfico da Madeira

A confecção e história do Bolo de Mel, uma iguaria da doçaria tradicional madeirense, estão a ser divulgadas no Museu Etnográfico da Madeira, na Ribeira Brava.

A mostra, patente até fevereiro de 2017, integra painéis explicativos sobre a origem deste produto típico que integra a oferta de doçaria do arquipélago da Madeira, conhecido pela sua forma cilíndrica e espalmada. É doce devido ao ingrediente principal – mel de cana-de-açúcar — uma cultura produzida na ilha — ao qual é adicionado um conjunto de especiarias.

7De acordo com informação divulgada pelo Museu Etnográfico, “o bolo de mel tem origem numa receita do convento franciscano masculino de Monchique, no Algarve, cruzando os ensinamentos culinários de Portugal com o árabe-berbere” (população do norte de África).

A diretora da instituição, Lídia Góes Ferreira considera que estas “exposições são sempre motivo de grande interesse por parte dos visitantes, sobretudo dos mais novos, que muitas vezes não têm noção de como se fazem, neste caso, os bolos de mel” ou “nada conhecem sobre a história destas tradições gastronómicas” pertencentes ao património cultural imaterial da ilha.

O Museu Etnográfico da Madeira, tutelado pela Direção Regional da Cultura, foi inaugurado em 1996 e ocupa um edifício do século XVII, que era a casa solarenga de gente rica, tendo sido, no século XIX, transformada em unidade industrial, com a instalação de um engenho de cana-de-açúcar e dois moinhos para cereais.

Lídia Ferreira revelou que o museu recebeu no primeiro semestre deste ano cerca de 14 mil visitantes, e que, em 2015, passaram por aquele núcleo “pouco mais de 17 mil pessoas, o que significa que este ano já se nota um acréscimo na procura deste espaço” sendo “o segundo mais visitado da Região”.

“Ao contrário do que acontece com a maioria dos restantes museus tutelados pela Região, em que dois terços dos visitantes são estrangeiros, no Museu Etnográfico da Madeira apenas um terço das pessoas que por ali passam não são portugueses (residentes ou turistas nacionais)”, apontou.

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