Herdade das Servas descontinua marca ‘Vinhas das Servas’

Na Herdade das Servas o ano de 2016 vai ser marcado por uma nova dinâmica na estrutura de produtos-marca da empresa: a marca ‘Vinha das Servas’, que até à colheita de 2014 deu corpo ao vinhos de entrada de gama, vai ser descontinuada. Uma decisão “de peso”, uma vez que entre branco e tinto representava 800 mil garrafas – vendidas na totalidade de ano para ano – e 27% (em valor) do negócio.

A família Serrano Mira passa assim a comercializar as marcas ‘Herdade das Servas’ (topo de gama); ‘Monte das Servas’ (gama média); e ‘Valle das Servas’ (gama média; presente apenas na Makro, no Grupo Auchan e em alguns mercados externos).

A colheita de 2015 foi pautada por uma quebra de produção, acompanhada de aumento na qualidade das uvas e dos vinhos. Aliado a um decréscimo natural transversal a toda a região do Alentejo está o facto de a Herdade das Servas ter reconvertido vários hectares de vinha – cerca de 70 num total de 310 –, vinha essa que só estará a produzir dentro de alguns anos. A conjuntura que levou à decisão de descontinuar a marca Vinha das Servas adveio de alterações não apenas na vinha, mas também na adega, que foi alvo de um significativo investimento, a fim de aumentar a sua capacidade de vinificação. O administrador e director de enologia Luís Serrano Mira enquadra, afirmando que “neste campo, em 2015 tivemos o cenário ideal: foi a adega que esperou pelas uvas; entraram na adega no timing certo e em perfeito estado de maturação. A somar, o facto de termos reforçado a equipa de viticultura/enologia, o que melhorou a performance dos trabalhos na vinha e na adega e, consequentemente, os resultados”. Vários factores de uma equação cujo resultado são vinhos de qualidade acrescida, que têm que ser vendidos a um preço justo e adequado à mesma, sendo superior ao perfil desenhado para a marca ‘Vinha das Servas’, cujo PVP por garrafa era na ordem dos €3,00.

Luís Serrano Mira conclui que, “com a nossa dimensão [a Herdade das Servas produz cerca de 1.800.000 garrafas por ano], o mais expectável seria mantermos a marca ‘Vinha das Servas’, mas tendo em conta a conjuntura com que nos deparámos, isso só seria possível se comprássemos uvas ou vinho, o que não vai ao encontro da nossa política: fazer vinho de qualidade com uvas próprias. Vamos ter um grande desafio pela frente, mas tudo faremos para contrariar o panorama geral do sector, em que a desmedida guerra de preços tem vindo a empurrar as empresas para a venda de vinhos a preços cada vez mais baixos”. O produtor acrescenta ainda que “acreditamos na força das nossas marcas: ‘Monte das Servas’ é a nossa âncora, sendo responsável por 48% das vendas, e ‘Herdade das Servas’ a nossa marca premium, que este ano vai crescer com a entrada de novas referências”.

No que toca aos vinhos sob a marca ‘Herdade das Servas’, 2016 vai ser um ano de estreias. São cinco, no total: um Alvarinho, um Reserva branco, um novo tinto da gama Herdade das Servas, um monocasta chamado ‘Herdade das Servas Parcela V’ e um Colheita Tardia. No que toca a novas colheitas, chegaram recentemente ao mercado o branco, rosé e tinto da marca ‘Monte das Servas Escolha’; o ‘Herdade das Servas Syrah-Touriga Nacional tinto 2013’; e o ‘Herdade das Servas Colheita Selecionada branco 2015’.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *