//Gastronomia açoriana “precisa de estratégia”

Gastronomia açoriana “precisa de estratégia”

Empresários defendem “estratégia como elemento estruturante para o desenvolvimento da restauração”.

Esta é a posição da Comissão Especializada da Restauração (CER) da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada, nos Açores, que defende a definição dos “produtos de excelência” e afirma ser “indispensável uma estratégia de promoção e valorização da gastronomia açoriana”.

Esta tomada de posição acontece, segundo a Lusa, na sequência de uma reunião em que foram abordados assuntos de interesse para o setor da restauração que “deve assumir um papel relevante como um instrumento identitário da região, definindo-se para o efeito os produtos que são de excelência e que identificam claramente os Açores, como são os casos dos assados de peixe e carne”, considera a comissão representativa dos empresários do setor.

A CER está a desenvolver um projeto com vista à realização de um concurso gastronómico, que deverá acontecer em época baixa, no qual os estabelecimentos de restauração aderentes deverão ser submetidos à apreciação e votação de um júri especializado e votação do público, refere-se em comunicado.

A Comissão Especializada da Restauração apontou como exemplo de dificuldades para a afirmação da gastronomia regional a “falta de algumas espécies de peixe, como também de carne de vaca velha”, situação que se reflete na oferta aos consumidores que, se utilizados na restauração local teriam uma maior valorização final”.
Outra preocupação de CER é o facto de continuarem a “acentuar-se os problemas relativos aos recursos humanos” sobretudo pela “escassez de mão-de-obra” e, “principalmente, de qualidade da mesma”, salvaguardando que este é um dos “fatores críticos no desenvolvimento de projetos empresariais de qualidade da oferta na restauração”.

Desta forma, consideram ser indispensável “introduzir alterações na política de formação profissional, nomeadamente através do reforço significativo da formação em contexto de trabalho” e uma “maior concentração de recursos formativos”, através de redução do número de escolas, mas com “maior capacidade técnica e de interligação com as necessidades reais do setor”.

Os empresários açorianos mostraram-se igualmente recetivos a um plano que promova uma maior e melhor utilização das ferramentas digitais como “novos meios de promoção dos estabelecimentos de restauração”, pode ler-se no comunicado.

NA FOTO: Cracas, alcatra de carne e ananás