Festival do ‘Pão em Mafra’

Sexta edição do evento dedicado ao ‘Pão de Mafra’ decorre de 8 a 17 de Julho.

Festival dedicado ao produto que se distingue no panorama da panificação nacional apresenta inúmeras sugestões relacionadas com a gastronomia e os produtos locais, as tradições do mundo rural, o artesanato, a música e a dança.

Promovido pela Câmara Municipal de Mafra e a decorrer no magnífico Jardim do Cerco, espaço de lazer do Palácio-Convento mandado construir por D. João V o ‘Festival do Pão de Mafra’ estará aberto ao público entre 8 e 10 de julho e de 14 a 17 de julho, com entrada gratuita.

Para além do Pão de Mafra, os visitantes poderão também saborear as mais variadas especialidades gastronómicas regionais, disponíveis nas tradicionais “tasquinhas” e nas bancas das pastelarias locais. Evidenciando a ligação ao universo rural, o evento integra a exposição e venda de artesanato e de produtos locais, a feira saloia, as atuações de ranchos folclóricos, uma exposição de veículos e alfaias agrícolas, assim como diversas atividades de animação cultural, especialmente para as crianças.

Nesta 6.ª edição, a autarquia volta a organizar o “Fórum do Pão” que, reunindo reputados oradores, promove a reflexão sobre as questões históricas e etnográficas associadas ao Pão de Mafra. Salienta-se a internacionalização do festival, este ano com representação do pão italiano.

Destaque, ainda, para os artistas de renome que compõem o cartaz musical: Orquestra Ligeira do Exército (8 de julho), Cuca Roseta (9 de julho), Miguel Araújo (10 de julho), 4Revival (14 de julho), Sara Paço (15 de julho), HMB (16 de julho), Átoa (17 de julho), atuações do Duo Maria Rapaz, de ranchos folclóricos e grupos de cavaquinhos e animações pela Câmara dos Ofícios.

À semelhança do ano passado, o programa do Festival do Pão articula-se com a prestigiada Semana Equestre Militar, promovida pela Escola das Armas, que inclui a apresentação da reconhecida “Reprise da Escola de Mafra”.

Sobre o Pão de Mafra

A venda de pão de Mafra pelas ruas de Lisboa era conhecida desde a Idade Média. No entanto, foi na conjuntura do pós-25 de Abril (greves de padeiros e consequente escassez de pão na capital) que este pão ganhou maior visibilidade.

A atividade doméstica e artesanal transformou-se em empresarial e mecanizada, mas mantendo-se fiel aos seus princípios: ao nível do processo de produção, caracteriza-se pelo elevado tempo de amassadura, tempo de fermentação curto e reduzido teor de levedura; ao nível do produto, é um pão com “buracos”, adocicado e saboroso, com textura própria, macia e baixo teor de acidez.

Nos dias de hoje, Barril, Carvalhal e Encarnação são as localidades do Concelho de Mafra onde esta atividade tem mais relevância, produzindo pão para todo o país.

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