Feira Nacional do Mirtilo regressa em junho a Sever do Vouga

Conhecida por “Capital do Mirtilo”, Sever do Vouga recebe, entre 23 e 26 de Junho, a 9.ª edição de um evento de referência em Portugal para a fileira do mirtilo.

À semelhança dos anos anteriores, a Feira Nacional do Mirtilo terá uma vincada componente técnica com a realização de dois dias de palestras temáticas (dias 24 e 25), bem como uma área onde os agentes que operam na fileira do mirtilo mostram os seus produtos e serviços.

Durante os quatro dias do evento, de entrada gratuita, o Parque Urbano da Vila de Sever do Vouga conta receber várias dezenas de milhar de pessoas para visitar os cerca de 100 expositores presentes esta ano, desde as artes e ofícios, passando pelos técnicos, viveiristas e produtores que vendem o mirtilo em fresco e seus derivados, não esquecendo a gastronomia local.

Além da componente profissional da Feira, a organização está a preparar um programa lúdico e de animação destinado às famílias que se desloquem a Sever do Vouga. Animação musical, animação para os mais novos, viagens em comboio turístico, visitas a plantações de mirtilos, apanha do mirtilo, showcookings, entre muitas outras atividades, estarão ao dispor dos visitantes durante os quatro dias da Feira Nacional do Mirtilo.

Sever do Vouga e o Mirtilo

Desconhecida até então, a cultura é atualmente desenvolvida por um número crescente de jovens agricultores e a importância local reflete-se num dos principais eventos anuais do concelho, a Feira do Mirtilo.
Situado na zona mais serrana do distrito de Aveiro, o concelho tinha uma agricultura de subsistência, baseada sobretudo na cultura intensiva de milho, em alguns pastos e nos recursos florestais, explorada por uma população envelhecida.

O microclima local despertou, no entanto, a atenção de técnicos de uma fundação holandesa que dava apoio à companhia leiteira local, devendo-se a eles a introdução da planta.
Inicialmente, a produção foi ensaiada nos terrenos da Fundação Bernardo Barbosa de Quadros, proprietária de cerca de 45 hectares de terreno disponível, onde foi criada uma bolsa de terras para os que se quisessem dedicar ao novo fruto.

No início, quando começaram a plantar, era uma cultura completamente estranha para os habitantes daquela zona, pois era um fruto que não era praticamente utilizado no país e para o estrangeiro também houve muita dificuldade em enviá-lo, porque as quantidades eram baixas e os custos de exportação muito altos, mas, atualmente os agricultores com a vasta informação existente e apoio da associação fizeram desta cultura o motor económico daquela região.

Fonte: Lusa

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