//Feijoada à Lavrador

Feijoada à Lavrador

Uma proposta de tradição que aquece ‘até ao coração’.

O feijão manteiga, com grãos de tamanho médio e de sabor aveludado e cremoso é uma das variedades mais apreciadas na gastronomia portuguesa.

É, por isso, uma das variedades mais apreciadas na gastronomia portuguesa, sobretudo para a confeção das feijoadas. Quando cozido, fica acastanhado.

Se o feijão é aqui o produto de referência, a feijoada tem o seu grande trunfo nas carnes de porco, gordas e sápidas, e nos enchidos, de sabor acentuado.

Em tempos idos, era o prato que se servia após a matança do porco, no tempo mais frio. Hoje, as feijoadas comem-se em qualquer época do ano e praticamente em todo o nosso País, já que o acesso às carnes está mais facilitado e o feijão continua a ser semeado para autoconsumo e para comercialização, nomeadamente na região do Ribatejo, de onde vem esta proposta culinária.

Ingredientes

500 g de carnes de porco – chispe, entrecosto e outras; 400 g de feijão manteiga; 2 cebolas médias; 2 dentes de alho; 1 chouriço de carne; 1 farinheira; 1 cenoura; meia couve lombarda; 2 dl de azeite; 1 folha de louro; sal, piri-piri e colorau, q.b.

Preparação

Põe-se o feijão de molho de um dia para o outro. Depois escorre-se e vai a cozer numa panela, coberto de água e temperado com sal e um fio de azeite.

Entretanto, descascam-se e picam-se as cebolas e os alhos e levam-se a alourar com a margarina, um fio de azeite e a folha de louro. Junta-se o chouriço cortado às rodelas e as carnes de porco em bocados pequenos. Depois de a carne alourar e cozinhar um pouco, junta-se o feijão, o respetivo caldo e a cenoura em rodelas. Após cozinhar e apurar, retificam-se os temperos e juntam-se as folhas de couve ripadas miúdas e sem talos. Deixa-se cozer até a couve estar tenra. À parte, pica-se a farinheira com uma agulha e coze-se em água. Quando tudo está cozinhado, serve-se a feijoada bem quente, com a farinheira cortada em pedaços, por cima.

Harmonização proposta pela CVR Tejo

A Feijoada à Lavrador pode ser servida com um vinho tinto encorpado. Escolha um da Região Tejo que enfrente bem pratos mais pesados.

Texto e fotos: Livro ‘Os Sabores de nossa Terra’ – Associação para a Promoção Rural da Charneca Ribatejana.