Exército volta a confecionar a sua alimentação

Com o objetivo de diminuir os custos de cerca de 21 milhões de euros anuais, o Exército português passa a garantir internamente a confeção das refeições.

O Governo aprovou em Conselho de Ministros um decreto-lei (DL 110/2017) que determina a extinção da MM – Gestão Partilhada, e a integração das suas atribuições no Exército, estabelecendo assim um novo modelo de fornecimento de alimentação e de gestão de messes para este ramo das Forças Armadas.

A extinção da empresa deverá estar concluída até 30 de junho de 2017 e os trabalhadores da MM e demais recursos da empresa serão reafectados ao Exército.

Com a extinção da MM, o Exército passará a recorrer diretamente ao mercado para a aquisição de géneros alimentares, garantindo internamente, com o seu pessoal, a confeção das refeições e respetiva distribuição, à semelhança do que sucede com os restantes ramos das Forças Armadas.

A alteração do modelo de fornecimento de alimentação e gestão de messes do Exército justifica-se pelo facto de se ter verificado que a MM, ao contrário do que se pretendia em 2015 com a sua criação por extinção da antiga Manutenção Militar, não representou ganhos económicos para o Estado, nem uma melhor garantia da qualidade e eficiência dos serviços prestados, perspetivando-se a sua extinção como um cenário inevitável a prazo.

Os funcionários civis que prestam serviço nas diferentes unidades da MM terão os seus postos de trabalho assegurados, pois serão integrados, de acordo com a sua vontade, as suas competências e qualificações, na estrutura do Exército, passando a pertencer ao Mapa de Pessoal Civil do Exército.

O novo modelo de gestão prevê ainda ganhos financeiros, na medida em que a despesa anual com alimentação e messes recorrendo aos serviços da MM, rondava um valor de cerca de 21 milhões de euros; com o recurso direto ao mercado para a aquisição dos géneros alimentares e a confeção das refeições internamente estima-se que estes gastos anuais se reduzam substancialmente.

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