Espanhóis abrem «guerra ao açúcar»

Aprovada a 22 de março, a legislação entrou primeiro em vigor na Catalunha e, até final de abril, deverá estender-se a todo o território espanhol.

Os aumentos previstos para vizinha Espanha serão de oito cêntimos em bebidas que contenham entre cinco e oito gramas de açúcar por 100 mililitros e 12 cêntimos por litro para os refrigerantes com mais de oito gramas de açúcar.

8.1Na Catalunha, que avançou sozinha para o agravamento das bebidas com elevado teor de açúcar, desde 1 de abril comprar refrigerantes passou a ser até 20% mais caro do que no resto do território.

O governo aprovou a legislação a 22 de março e esperava-se que entrasse em vigor em todo o país, no entanto o executivo liderado por Rajoy decidiu adiar por um mês a entrada em vigor da nova lei, para dar tempo a um ajustamento por parte da indústria do açúcar.

O imposto afeta, por exemplo, empresas como a Coca-Cola, Mahou-San Miguel, Qualidade Pascual ou Puleva, entre muitos outros. O setor de bens de consumo acredita que irá penalizar as vendas, porque, em alguns casos, o imposto será superior a 50% do valor do produto.

Portugal «mexeu» em fevereiro

Na sequência do acordo entre a indústria e as autoridades de saúde, a partir de fevereiro de 2017, todos os pacotes de açúcar distribuídos na cafetaria e restauração passaram a ter entre cinco e seis gramas, ao contrário das anteriores que continham seis a oito.
Por outro lado, passaram a aplicar-se taxas sobre as bebidas açucaradas e proibiram-se os doces das máquinas de venda automática do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

No caso português, como exemplo, uma garrafa de refrigerante com um teor de açúcar de até 80 gramas por litro ficou 15 cêntimos mais cara enquanto que, se o teor de açúcar for acima desse valor, o aumento será de 30 cêntimos.

Fonte: Rádio Renascença

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