Descobertos, nos EUA, vinhos da Madeira com mais de 200 anos

Em Nova Jérsia, foram descobertas mais de 50 garrafas e 42 garrafões de vinhos madeirenses raros e com mais de dois séculos.

Aquela que a CNN considerou a coleção mais antiga de vinhos da Madeira encontrada nos Estados Unidos resulta de uma descoberta inesperada no decurso das obras de recuperação do «Liberty Hall Museum» em Nova Jérsia, nos Estados Unidos.

Os vinhos foram encontrados dentro de uma caixa de madeira, atrás de uma parede, que foi construída durante o período da Lei Seca, entre 1920 e 1933, quando naquele país existia a proibição de consumo, fabrico e venda de álcool.

Entre as descobertas estão vinhos da Madeira do ano de 1769, ou seja, produzidos há mais de dois séculos, levando John Kean, presidente do «Liberty Hall Museum» a declarar: “Não tínhamos ideia de que estas garrafas antigas estariam aqui. Sabíamos que haveria vinho, mas não tínhamos ideias das datas [de produção]. Foi uma grande surpresa”, como refere a CNN.

Entre os vinhos encontrados, que estão aptos para consumo contam-se algumas garrafas que foram produzidas para Robert Lenox, um milionário e colecionador de vinho de Nova Iorque, que morreu em 1839.

O vinho Madeira nos EUA

Recorde-se que o vinho da Madeira se afirmou definitivamente nos EUA a partir da segunda metade do século XVIII e foi escolhido para o brinde de celebração da proclamação da independência dos Estados Unidos, logo após a assinatura do célebre documento redigido Thomas Jefferson.

Durante a segunda metade do século XVIII começaram a ser organizadas as ‘Madeira Parties’ (festas) em toda a costa leste da América do Norte, em cidades como Boston, Nova Orleãs, Filadélfia, Baltimore, Savana e Charleston. As ‘Madeira Parties’ eram encontros ao fim da tarde em que uma dúzia de homens se reuniam para provar e discutir um punhado de vinhos Madeira durante algumas horas.

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