Congelados continuam a impulsionar o mercado global

A categoria de congelados, com 129,8 milhões de quilogramas vendidos, o que equivale a 554,9 milhões de euros de riqueza gerada, revela um crescimento de 2% em volume e de 3% em valor.

Para Lídia Tarré, diretora de marketing da Gelpeixe, o crescimento da categoria é fácil de perceber. “O sector está estabilizado e mantém um peso económico significativo no mercado português. Isto deve-se, essencialmente, a dois aspetos: os hábitos de consumo de peixe há muito enraizados na nossa cultura e a existência de uma boa relação entre a qualidade dos produtos e os preços praticados, o que tem fidelizado cada vez mais consumidores”.

Como em qualquer outra categoria as marcas próprias e primeiros preços (MDD+PP) são uma preocupação para as marcas de fabricante. No entanto, no sector dos congelados, as marcas de indústria parecem continuar a ser as preferidas. “Quando falamos em produtos do mar, mercado no qual a Pescanova tem uma presença forte, as marcas dos industriais continuam a ser de referência para os consumidores. Existe, neste mercado, uma confiança maior nas marcas dos produtores, quer pela qualidade dos produtos quer pelo esforço de comunicação que tem sido feito para divulgar os benefícios dos seus produtos. O preço continua a ser um fator muito importante para os consumidores, quando aliado à qualidade do produto. O preço final, muitas vezes, não pode ser estável durante todo o ano. Estamos a falar de produtos de pesca, cujas matérias- primas sofrem oscilações ao longo do ano, dependemos do que o mar oferece, e não de produtos industriais”, explica, por sua vez, Ana Vicente, diretora de marketing da Pescanova. Uma relação de confiança estabelecida com a marca, que assenta na diversidade e consistência das gamas disponibilizadas ao consumidor, abrangidas por elevados padrões de qualidade a nível do produto e “packaging” apelativo.

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