Coimbra à Mesa

E97QQIGonçalo dos Reis Torgal Mordomo Mor da Confraria da Panela ao Lume apresentou, no passado dia 10 de dezembro, o livro «COIMBRA À MESA – Tu é que foste à Praça, Menino?».

Como refere o autor a terminar a obra, “esta reedição, revista e aumentada, acabou de ser escrita em Guimarães e na Praia de Pedrógão entre Janeiro e Junho de 2015, sendo revista nesta Praia em Agosto de 2015”.

O Autor

Sobre o autor, um excerto da apresentação, no prefácio assinado por Maria Helena da Cruz Coelho.

Gonçalo dos Reis Torgal. Quem não o reconhece nas centenas de páginas que escreveu em livros e jornais sobre diversos assuntos, mas muito em especial sobre a gastronomia, e até mesmo na sua dissertação de mestrado sobre temas camilianos, que apresentou à Faculdade de Letras de Coimbra e com a qual obteve o grau de Mestre no 2º Ciclo em “Alimentação. Fontes. Cultura e Sociedade”? Ele é um sinal identificador da sua enorme capacidade de memória, da sua ampla e variada cultura, da sua permanente irreverência e da sua intensa sociabilidade.

O Livro

Ainda da Professora Doutora Maria Helena Cruz Coelho no referido Prefácio:
Coimbra à Mesa conduz-nos em errante boémia e viva saudade por ruelas e becos de restaurantes, adegas, tabernas e repúblicas, por caminhos ébrios de alimentos e bebidas partilhadas alegremente à mesa, por memórias e sentimentos de animados convívios, amistosas conversas e pitorescas histórias de gente que desfruta os prazeres da mesa…

Começamos o nosso itinerário com banquetes, ceias e outros comeres, uns mais aristocráticos e outros mais populares, em que se entra e sai de Coimbra, em que se come à mesa de reis ou de elites burguesas, em casa própria ou em restaurantes, ou se nos oferecem refeições mais populares em tascas, tabernas ou repúblicas. As ementas e menus que se apresentam na obra são um património documental de valor inestimável. A descrição de tascas e restaurantes – Ti Maria Camela, O Homem do Gaz, Os Caçadores, O Zé Guilherme, A Ti Joaquina Cardosa, entre outros – reconstroem o tecido urbanístico e gastronómico de Coimbra dos doutores e estudantes dos séculos XIX e XX. E as vivências narradas levam mesmo o Autor a prognosticar que nenhum estudante – quantos deles depois famosos, como lembra – sairia de Coimbra sem levar “uma recordação gastronómica de um prato, um local, uma personalidade, uma estória, enfim”.

Receitas

Nota do autor:
De velhos livros de capa preta, manuscritos naquela ortografia clara e esteticamente igual das Senhoras do início do século que já foi, de recortes de velhos jornais, cuidadosamente guardados, do anotar, do ouvir dizer, de rotas e roteiros e sobretudo do experimentar e gostar, deixo aqui umas duas mãos cheias de receitas, sem ordem, nem hierarquia alguma, mas provadas e aprovadas. Que aproveitem.

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