Cimenteira Secil aposta na alimentação

Empresa quer desenvolver, através da produção de microalgas, produtos inovadores nas áreas da alimentação humana e animal, cosmética e biocombustíveis.

As microalgas produzidas pela unidade-piloto da Secil em Pataias já estão a ser utilizadas no fabrico dos gelados artesanais da marca de gelados Santini, com recurso a uma das suas variedades, a “chlorella vulgaris”.

A ‘chlorella vulgaris’ e a ‘nannochloropsis sp’ são duas microalgas produzidas pela nova unidade da Secil direcionadas para os mercados da alimentação humana e animal, e são produzidas exclusivamente com CO2 adequado para fins alimentares.

4-1“O nosso primeiro objetivo é a captura de CO2 emitido na nossa unidade de produção de cimento. Em segundo lugar, pretendemos e estamos a vender os produtos derivados dessa produção, quer em Portugal, quer nos mercados estrangeiros. Por exemplo, os gelados da Santini estão a comprar-nos a ‘chlorella’”, revelou Gonçalo Salazar Leite, em declarações ao Jornal Económico. O mesmo responsável sublinhou que “este foi um projeto que nasceu como complementar à nossa atividade principal, que é a produção de cimento e é um excelente exemplo da aplicação da economia circular à indústria cimenteira”.

“Este é um exemplo a seguir, no sentido também da colaboração com as universidades e centros de conhecimento, para produzir algo completamente inovador e que permite à empresa ser competitiva com sustentabilidade“, sublinhou o ministro da Economia, após ter visitado as instalações da unidade de produção. “Os objetivos traçados para a redução de emissões de carbono são muito exigentes e só conseguindo tecnologias que evitem as emissões ou que promovam a captura de carbono, se pode garantir que as empresas vão cumprir os objetivos, sem terem uma escalada de custos“, frisou Manuel Caldeira Cabral. Neste caso, e para o governante, “a empresa está a criar valor a partir de algo que era um problema”.

Com 20 postos de trabalho criados, a unidade ocupa uma área de 1,2 hectares, tendo uma capacidade instalada de 1.300 metros cúbicos de cultura de microalgas, 90% das quais exportadas maioritariamente para a Europa. A comercialização de microalgas para os diferentes mercados que as aproveitam como ingrediente sustentável, natural e rico em diversos compostos bioquímicos, é uma atividade de negócio centralizada pela empresa Allmicroalgae – Natural Products, unidade pertencente à Secil, que trabalhará com diferentes marcas. “As duas microalgas cultivadas na unidade direcionam-se para os mercados da alimentação humana e da alimentação animal, sendo produzidas exclusivamente com CO2 adequado para fins alimentares”, explicou Sofia Mendonça, responsável pela Allmicroalgae.

Fontes: Jornal Económico e Região de Cister

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