//Choco frito ‘à setubalense’

Choco frito ‘à setubalense’

Até meados do século XX, a atividade piscatória desenvolvida na foz do Sado e ao longo da costa, entre Sines e o Cabo Espichel, foi muito importante para a economia da região e o meio de subsistência de muitas famílias, que encontravam nas águas grande abundância de pescado. De entre as espécies mais numerosas, conta-se o choco. A quantidade e, sobretudo, a qualidade do que é capturado na Baía de Setúbal está, certamente, na origem do sucesso do Choco Frito à Setubalense, que é hoje um verdadeiro atrativo gastronómico da cidade, proposto em inúmeros restaurantes.

Uma das explicações para a origem do ‘choco frito à setubalense’ poderá estar no aproveitamento, por parte dos pescadores, de chocos apanhados na baía mas sem valor comercial, sobretudo por lhes faltar a cabeça, comida por peixes de grandes dimensões. Por outro lado, era hábito, em ‘dias de ficar em terra’ os pescadores reunirem-se na tasca e cada um levar um pouco de peixe (ou choco) para fritar num tacho ou frigideira comum, para acompanhar os copitos e a conversa.

Quanto à confeção, há quem o faça simples, como os pescadores faziam, ou quem apresente pequenas variações. A receita que propomos abaixo foi recolhida por Celeste Cavaleiro para a então Região de Turismo da Costa Azul.

Ingredientes

Choco; farinha; azeite; banha de porco; limão.

Preparação

Limpa-se o choco e corta-se em pequenas tiras ou aos quadrados. Seca-se bem, passa-se levemente por farinha e leva-se a fritar numa proporção igual de azeite e banha. Deve servir-se bem quente acompanhado com limão para espremer.

O afamado Choco Frito de Setúbal, já iguaria nacional, é um prato versátil, que tanto pode ser acompanhado por brancos como por tintos. Para proporcionar uma experiência nova, sugere-se um vinho rosado. A escolha deverá recair sobre um rosado IG Península de Setúbal, intenso, cujo palato seja rico em frutos vermelhos e com uma boa persistência.

Texto e fotos: Livro ‘Os Sabores da nossa Terra’- ADREPES – Associação para o Desenvolvimento Rural da Península de Setúbal.

Empratamento ‘moderno’ – Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal