Certificar o Pudim Abade de Priscos

Janeiro de 2017 é a data limite para avançar com o processo de certificação do Pudim Abade de Priscos.

O objetivo, de acordo com o jornal Correio do Minho, foi revelado por Agostinho Peixoto, presidente da Confraria Gastronómica do Abade, durante as comemorações do 9.º Capítulo e entronização da Confraria, que decorreu no dia 29 de maio – Dia Nacional da Gastronomia – na Sé de Braga.

Agostinho Peixoto adiantou ainda que a confraria “já iniciou um manual de normas do processo produtivo e dos ingredientes com vista a um processo de certificação que poderá não ser oficial, mas a confraria vai ter a coragem de assumir ela própria, o controle desse processo”.

Com o objetivo de combater as falsificações e tendo em conta vermos com grande gratificação a notoriedade que o
pudim Abade de Priscos tem tido a nível nacional e internacional, “propomo-nos criar um selo de recomendado destinado à restauração, mas sobretudo ao nível das confeitarias e das pastelarias”, revelou Agostinho Peixoto.

Pudim Abade de PriscosOs ‘chefs’ e cozinheiros mais importantes deste país já pegaram no pudim Abade de Priscos e, reconheça-se, têm feito um trabalho notável verificando-se que a notoriedade aumentou a introdução do pudim nos cardápios da restauração, na doçaria, nas pastelarias e confeitarias, mas temos verificado algumas falsificações”, reconhece o presidente da Confraria Gastronómica do Abade, avançando que ”o selo de garantia deve começar a ser visível no início do próximo ano”.

“Gostaríamos de já este ano apresentar o ‘layout’ (esboço) do sêlo e em Janeiro de 2017, começarmos a sua atribuição. Vamos começar pelos municípios de Braga e Vila Verde e
posteriormente avançar para o Minho, Norte de Portugal e sobretudo Lisboa, que tem um conjunto vastíssimo de restaurantes que servem este pudim”, defendeu Agostinho Peixoto.

Recorde-se que o «patrono» desta confraria, autor do famoso pudim, foi o padre Manuel Joaquim Machado Rebelo, nascido em 1834 no concelho minhoto de Vila Verde. Conhecido como o «Papa dos Cozinheiros» foi, sem dúvida, um dos melhores cozinheiros do século XIX.

Fonte: Correio do Minho

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