Câmara de Lisboa lançou «Vai onde sobra, leva onde faz falta»

A campanha tem como objetivo sensibilizar as famílias portuguesas para as boas práticas alimentares e o combate ao desperdício.

Ser o primeiro município onde não se desperdiça comida é o grande objetivo da campanha recentemente apresentada com o objetivo de angariar voluntários e sensibilizar a sociedade civil.

Lançada na véspera do Dia Mundial da Alimentação (16.10) em vários suportes, a campanha, segundo a autarquia, pretende aumentar o número de voluntários e garantir a cobertura por inteiro do território do município, através da sua rede de recolha e distribuição de alimentos, e ao mesmo tempo sensibilizar as famílias para as boas práticas alimentares e o combate ao desperdício.

Para se ser voluntário basta dirigir-se a uma das instituições colaborantes ou à própria autarquia, que já tem uma rede de voluntariado organizada.

Na iniciativa participam seis figuras públicas – a fadista Ana Moura, a atriz e apresentadora Cláudia Vieira, o futebolista Eder, o apresentador Júlio Isidro, o ator Lourenço Ortigão e o maestro Vitorino de Almeida.

“Esperamos que o aumento do número de voluntários conseguido com esta campanha contribua, decisivamente, para que Lisboa seja o primeiro município do mundo a combater o desperdício alimentar de forma consistente e integrada a nível de cidade”, considerou o comissário municipal de Combate ao Desperdício Alimentar, o vereador João Gonçalves Pereira.

Como salientou Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa, a Rede Alimentar de Lisboa já permitiu o reaproveitamento de mais de dois milhões de refeições gratuitas a cerca de duas mil famílias na cidade de Lisboa.

Na ocasião, o secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira revelou que “o Governo já definiu uma estratégia de combate ao desperdício alimentar para a qual irá ser criada uma comissão nacional de combate a esse mesmo desperdício, que irá ter uma abrangência de vários ministérios, vai envolver 10 ministérios e várias unidades da sociedade civil, que, além da estratégia que vai definir, irá apresentar um plano de ação com objetivos muito concretos até ao final de 2016”, afirmou o governante.

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