Cabo-verdiana é uma das vencedoras do Prémio Mundial Alimentação

O prémio distingue, anualmente, investigadores que melhoram a quantidade, a qualidade e a oferta de alimentos em todo o mundo.

Maria Andrade, investigadora do Centro Internacional de Alimentação, com sede em Moçambique, foi distinguida pelo seu trabalho destinado a melhorar a batata doce de polpa alaranjada, com vitamina A. O produto combate a fome, em lugares áridos, doenças como a cegueira e mortes prematuras em crianças e grávidas.

A investigadora, uma das vencedoras do Prémio Mundial Alimentação, atribuído em Washington, Estados Unidos da América, interpreta este prémio como “o reconhecimento de 20 anos de trabalho no Continente Africano para melhorar as condições e reduzir a taxa de mortalidade infantil, ajudando as mulheres a diversificar a dieta”.

A premiada afirma que ainda há muito por fazer e que a distinção é o começo de uma nova fase que inclui trabalhar mais na educação nutricional. Em Agosto, os resultados do projecto vão ser divulgados no Brasil. “Mas a ideia é trazer isso para todos aqueles que precisam de receber essas informações. Mas sobretudo, nos sítios onde há deficiência de vitamina A, Ferro e Zinco”, acrescenta.
Segundo Maria Andrade, neste momento trabalham-se outras variedades de batata doce, que serão enriquecidas com Ferro e Zinco, dois minerais importantes para o Homem.

A especialista alerta que, até 2030, a produção alimentar vai ser feita em piores condições, devido ao clima. Por isso, afirma, os cientistas têm que estar um passo à frente.

Batata-doce de polpa alaranjada

A batata-doce de polpa alaranjada tem benefícios nutricionais enormes que ainda são pouco conhecidos em Cabo Verde. Maria Isabel (Ivone) Andrade, especialista em genética de plantas, mais concretamente no melhoramento da batata-doce, trabalha desde 1995 no Centro Internacional da Batata, em Moçambique, onde tem vindo a desenvolver diferentes variedades deste alimento.

Sabia-se que a cor laranja representa uma fonte de Betacaroteno que no organismo humano se converte em vitamina A e a introdução desse alimento na agricultura e locais, pensaram, poderia ter efeitos positivos no combate à malnutrição.

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