Brasileiros estudam os benefícios da «farinha de uva».

A Universidade Federal do Paraná (UFPR), no Brasil, está a estudar os benefícios da farinha feita das peles e grainhas da uva, a que chamam farinha de uva.

“Nessa primeira pesquisa, fizemos questão de ver a segurança para o consumo. Fizemos testes microbiológicos para ver se não existiam microrganismos que fizessem mal à saúde das pessoas e constatámos que não. A farinha está dentro dos parâmetros exigidos pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e é segura para o consumo”, revelou Giovana Straoassin, pesquisadora da UFPR, em entrevista a uma estação de rádio de Curitiba. Giovana acrescentou ainda que outro objetivo da experiência é criar condições para que as famílias que têm o vinho como a principal fonte de rendimento possam utilizar as sobras da produção para aumentar os resultados financeiros.

8.1O objetivo de produção desta farinha, a que também chamam farinha de vinho, é fazer o aproveitamento das peles e grainhas das uvas após o esmagamento para produção de vinho. Em Portugal, estes dois componentes das chamadas «massas» ou engaço, são destilados para produção de aguardente. No Brasil a destilação é de cana de açúcar, para produção da famosa cachaça, consumida como a aguardente e ingrediente indispensável na caipirinha.

Apesar de produzida ainda em pequenas quantidades, esta farinha é utilizada para substituir parte da farinha de trigo em receitas de pão, bolo, tapioca, panqueca e biscoitos, para al´me do consumo, diluída, como bebida.

Emília Ishimoto, pesquisadora do Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), defende que “o consumo de produtos que utilizam como ingrediente a farinha de sementes de uva é extremamente benéfico à saúde, pois a farinha é rica em fibras (76%), não contém glúten e possui alta quantidade de flavonóides e OPC, antioxidante que combate os radicais livres e previne o envelhecimento das células e doenças degenerativas, além das propriedades anti-tumorais.

Na sua tese de doutoramento a investigadora acrescenta que “as propriedades presentes nos compostos das sementes da uva ajudam a impedir doenças no coração, tais como ataque cardíaco e enfarte, pois impedem o desenvolvimento de plaquetas que bloqueiam as artérias”.

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