//As algas na gastronomia

As algas na gastronomia

Alface-do-mar, Erva-malagueta, Chorão do mar, Kombu Real e Wakame são algumas das variedades apresentadas.

Esta é uma das muitas informações sobre estes ‘vegetais clorofilinos’ que podem encontrar-se no site do projeto ALGA4FOOD – ‘Algas na Gastronomia – Desenvolvimento de técnicas inovadoras de conservação e utilização’.
Trata-se de uma iniciativa que se apresenta com o objetivo de “contribuir para a introdução e aceitação de um recurso alimentar extremamente valioso do ponto de vista nutricional e ambiental, e ainda pouco divulgado”, explicam acrescentando que a equipa está “empenhada em transferir o conhecimento científico em prol das algas, assim como conscientizar a sociedade sobre os benefícios de seu consumo”.

Para saber mais sobre este fabuloso mundo das algas, recomenda-se uma visita ao site (ver no final do texto) onde se encontram duas publicações digitais que resultam de um projeto desenvolvido na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. Têm como títulos ‘Algas o mar à Mesa’ e ‘Algas onde o mar começa’ e é possível baixar (download) cada um deles para ter ‘mais à mão’ informações como, quais a que se podem comer, onde comprar e até receitas com algas marinhas da nossa costa, entre outras.

Eis, para aguçar o apetite, algumas das espécies que ali são ‘tratadas’:
– Alface-do-mar – Caracteriza-se pelo aroma intenso a maresia, devendo ser consumida fresca, apenas hidratada, ou cozidas rapidamente.
– Erva-malagueta – Alga aromática e picante com notas de trufas, mexilhões e lagosta; após seca possui grande pungência que se perde com o tempo.
– Chorão do mar – Alga crocante, de sabor que lembra a percebes e que liberta um tipo de mucilagem quando picada.
– Kombu Real – Possui propriedades muito semelhantes às da alga «kombu» japonesa (Saccharina japonica), porém, a sua textura é mais firme.
– Wakame – É a segunda alga mais consumida do mundo, possuindo sabor agradável, textura suave e alto valor nutritivo.

Virgílio Gomes cita, no seu blogue, a professora Paulina Mata, que integra o projeto:
“O consumo de algas marinhas na alimentação dos portugueses tem pouca expressão, ao contrário do que acontece há séculos em outras culturas. No entanto, temos uma extensa costa (1860 km) com uma impressionante variedade de algas (cerca de 400), e uma produção de aquacultura considerada entre as melhores do mundo.
As algas têm enormes potencialidades no contexto da sustentabilidade, das restrições alimentares várias, e até mesmo para diversificação de fontes de alimentos e experiências gastronómicas. O interesse pela sua introdução na alimentação tem sido crescente no mundo ocidental, pois têm-lhes sido associados benefícios nutricionais relevantes associados à saúde e bem-estar. São, por isso, considerados como alternativas alimentares importantes e sustentáveis”.

Para saber mais: https://alga4food.wixsite.com/page/gastronomia