Andamos a comer microplásticos

Poluentes que estão presentes no sal, detetados em três marcas comercializadas em Portugal. Microplásticos estão também nos peixes e mariscos.

Embora as quantidades consumidas dificilmente tenham impacto imediato na saúde, “os microplásticos podem libertar poluentes no nosso organismo que, a longo prazo, podem provocar problemas de saúde. Por isso, dizemos que são microbombas”, explica Ali Karami, investigador na Faculdade de Medicina e Ciências da Saúde da Universidade Putra, na Malásia, e principal autor do artigo publicado na revista “Scientific Repo

A conclusão resulta de um estudo internacional a 17 marcas de sal vendidas em oito países, incluindo Portugal, divulgado recentemente pelo jornal Público. Três das marcas analisadas – cuja identidade não foi revelada – são comercializadas em Portugal, mas não há motivo para alarme, avisam os investigadores. O perigo não será muito elevado tendo em conta o reduzido tamanho destas partículas já que, no máximo, cada pessoa consumirá 37 partículas de microplásticos por ano, através do sal.

Mas há que ter em conta que a longo prazo os efeitos na saúde podem ser maiores, uma vez que o consumo destes microplásticos, a que o cientista chama “microbombas”, não se faz apenas através do sal, mas também de peixe e marisco.

Daqui a 30 anos haverá nos oceanos, mais plásticos que peixes

Todos os anos, são depositados nos mares entre cinco e 13 milhões de toneladas de plásticos.

De acordo com a Green Savers “937 toneladas de resíduos de plástico o número assustador que um estudo agora divulgado estima que possa ser encontrado nos mares em 2050, daqui a pouco mais de três décadas.

Existem já nos oceanos de todo o mundo cerca de 165 toneladas de resíduos plástico, nas mais diversas formas, a poluir os mares. O recente estudo elaborado pela Fundação Ellen MacArthur, em parceria com o Fórum Económico Mundial, estima assim que dentro de 30 anos este número possa superar em larga escala o número de peixes no mar.

Segundo as estimativas desta instituição, em 2050 existirão perto de 895 toneladas de peixes nos oceanos mundiais, enquanto os detritos não degradáveis de plástico poderão superar as 937 toneladas.

Foto: Green Savers

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