Alimentos como arma do terrorismo?

“E se os produtos que produzimos passarem a ser uma arma para aqueles que praticam o terrorismo?”. Esta foi a questão colocada pelo diretor geral da FIPA.

Pedro Queiroz, diretor geral da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), afirmou ainda não ter dúvidas de que “o problema tem de ser pensado ao longo da cadeia de valor, de forma partilhada, e não isoladamente”.

As declarações foram proferidas no âmbito do seminário «Terrorismo e Fraude Alimentar», promovido pela SGS, no dia 4 de julho na LISPOLIS – Associação para o Pólo Tecnológico de Lisboa.

O diretor geral da FIPA lembrou aos presentes algumas das preocupações da Organização Mundial de Saúde (OMS) baseadas em estatísticas que apontam para a perda, todos os anos, de 33 milhões de vidas em todo o mundo, provocadas por doenças de origem alimentar. Pedro Queiroz lembrou ainda que “uma em cada dez pessoas por ano fica doente devido a problemas de origem alimentar e cinco milhões morrem, anualmente, na Europa por causa do mesmo problema”.

Por sua vez, António Nunes, Presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, ao abordar o sistema alimentar no conceito estratégico de defesa nacional, alertou para o facto de a cadeia alimentar ser hoje, “um alvo fácil, com índices de baixa segurança, e que quaisquer falhas podem provocar doenças e/ou mortes, quebras no abastecimento, ou destruição de marcas», entre outras consequências.

Fonte: Tecnoalimentar (Ana Clara)
Foto do seminário: Ana Clara (Tecnoalimentar)

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