Alimentos «afrodisíacos» dão mesmo resultado?

A resposta é…pode ser que sim, desde que acompanhados por uma generosa dose de fantasia.

A comunidade científica sempre tem defendido que o «afrodisíaco» está mais na cabeça que nos alimentos. Ou seja, pode dizer-se que o verdadeiro órgão sexual é o cérebro.

Mas a verdade é queafrodite desde a Antiguidade que o ser humano tenta aliar a alimentação ao desejo sexual. Mesmo sem confirmações científicas sobre a existência de propriedades afrodisíacas nos alimentos, acredita-se que alguns poderão estimular a líbido (o desejo sexual), através da dilatação dos vasos sanguíneos, da produção de certos hormónios ou mesmo por conquistar os sentidos, que também aumentam o desejo.

Na medicina tradicional chinesa também se usa produtos afrodisíacos à base de ervas, como o ginseng, que se acredita aumentar a longevidade e o vigor sexual. No caso dos árabes, os perfumes, fragrâncias e cosméticos são destacados para incrementar o prazer na cama.

Entre nós, no dia dos namorados, muitos restaurantes já apresentam pratos picantes, ostras, composições com formatos românticos ou até mesmo pornográficos e, fundamentalmente, propõem pratos com nomes sugestivos ou capazes de estimular a fantasia. E aqui está, talvez, o «busílis» da questão. Aliar o prazer que nos proporciona a comida e a bebida, à fantasia.

E a fantasia e excitação aumenta quando se pensa numa refeição (preferencialmente jantar, claro) num restaurante apresentado como erótico ou afrodisíaco. Ousadia, atrevimento, erotismo são os ingredientes que esperamos encontrar seja no empratamento das propostas culinárias, seja no ambiente criado, na decoração, ou mesmo na roupa (ou falta dela) dos (as) empregados (as).

E vamos agora aos alimentos afrodisíacos.

Quando ouvimos contar que o célebre libertino Casanova consumia em jejum, uma média de 40 gramas de ostras por dia, somos levados a, na próxima oportunidade, incluir ostras na ementa. E há razão para isso, no caso dos homens.

É que as propriedades afrodisíacas que se atribuem às ostras devem-se, verdadeiramente, ao seu alto teor de zinco cuja carência provoca infertilidade e impotência. Este importante contributo, a fama de que as ostras gozam e alguma fantasia talvez associada à forma da ostra quando aberta, que lembra uma vulva, são fatores que facilitam o estímulo sexual.

E já agora, o prazer e o «charme» de um bom espumante (sim, não precisa ser champanhe), também contribuem muito para o objetivo, desde que bebido com moderação pois como é sabido, o álcool pode contribuir para quem o consome se sentir mais solto e desinibido mas, ultrapassado o limite, pode ter efeitos contrários aos desejados.

Vejamos outros alimentos que, de acordo com várias fontes, são apresentados como afrodisíacos:
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Morangos

Uma fruta eroticamente sugestiva, sobretudo quando pensamos em cenas de cinema e carnudos lábios femininos em fotos de revistas. Também contribuem a forma, a textura e sabor, mas o seu efeito afrodisíaco deve-se sobretudo ao sentido olfativo que ajuda a estimular a líbido.

Amendoim

Tal como as ostras é rico em zinco, mas também em vitamina E. Se for consumido sem excessos, aumenta a potência sexual e reforça a energia.

Banana

A banana tem efeito positivo no desempenho sexual uma vez que é rica em Magnésio, que ajuda na circulação promovendo a vasodilatação. Outro fator importante é o facto de ajudar na produção de serotonina, conhecida como a hormona da “felicidade” ou do “bem-estar”. A sua forma pode também contribuir para um jogo de provocação.

chocolate Chocolate

O chocolate, conhecido como rei dos alimentos afrodisíacos, é um produto com grandes quantidades de estimulantes e outras substâncias químicas associadas às funções sexuais, que liberam dopamina nos centros de prazer. Outra razão para comer chocolate é o triptofano, um aminoácido essencial que se encontra na maioria dos productos à base de cacau e produz efeito relaxante no corpo.

Canela

Incluir especiarias na alimentação como a canela confere um sabor diferenciado às receitas, ótimo para uma noite romântica. Além disso, provoca o aumento da secreção da lubrificação na mulher e da produção de testosterona no homem, oferecendo uma melhoria do desempenho sexual. As suas propriedades estimulantes vêm da sua capacidade em melhorar a energia, vitalidade e circulação sanguínea.

Mel

Conta-se que a expressão «lua de mel» resulta do facto de os casais na antiguidade se prepararem para o casamento tomando mel diariamente, durante o mês que antecedia o enlace para serem mais felizes sexualmente.
O mel é rico em vitaminas do complexo B (necessárias para a produção de testosterona) e em boro (que ajuda o corpo a metabolizar e usar o estrogénio). Alguns estudos sugerem que o mel também pode elevar os níveis de testosterona no sangue.

Gengibre

O Gengibre ajuda na lubrificação feminina e prolonga a função erétil devido à sua acção estimulante no sangue uma vez que aumenta o fluxo sanguíneo aos órgãos genitais.

Pimenta

A pimenta acelera bastante o metabolismo, provocando reações fisiológicas no corpo como o aumento do calor e transpiração, aumento da circulação sanguínea e frequência cardíaca. Desta forma favorece a irrigação em várias partes do corpo, estimulando também os orgãos genitais.

Atenção aos sabores picantes

O sabor picante pode ser provocante antes do ato sexual. Mas diretamente, esses alimentos não estimulam a libido. O que eles causam é uma maior atividade metabólica em geral, o que aumenta o calor corporal e a sensação de bem-estar. Mas esse estímulo extra é apenas psíquico.

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