//Alimentação V: Produtos Tradicionais Portugueses

Alimentação V: Produtos Tradicionais Portugueses

É mais difícil do que parece, mas vale a pena insistir no incentivo ao consumo de produtos portugueses.

Se, como todos esperamos, a ‘onda’ de incentivo ao consumo de produtos nacionais resultar (depende de nós consumidores), será preciso muita atenção pois vão aparecer ainda mais ‘aldrabões’ a vender produtos sabe-se lá de onde como se fossem nacionais. Mas o caminho só pode ser o de insistir no apoio ao nosso mundo rural e os nossos produtores de frutas, hortícolas, enchidos, queijos, etc.

São várias as formas de ‘comprovar’ a origem do que está à venda e uma delas, para garantir verdade nas caraterísticas relacionadas com a origem do produto é preferir aqueles que se apresentam, por exemplo, com as designações DOP ou IGP:

DOP – Denominação de Origem Protegida
… é um nome geográfico ou equiparado que designa e identifica um produto originário desse local ou região, cuja qualidade ou características se devem essencial ou exclusivamente ao meio geográfico específico, incluindo fatores naturais e humanos, cujas fases de produção têm lugar na área geográfica delimitada.

IGP – Indicação Geográfica Protegida
… é um nome geográfico ou equiparado que designa e identifica um produto originário desse local ou região, que possui uma determinada qualidade, reputação ou outras características que podem ser essencialmente atribuídas à sua origem geográfica e que, em relação ao qual pelo menos uma das fases de produção tem lugar na área geográfica delimitada.

Portugal detém um extenso e diversificado leque de produtos alimentares de cariz tradicional, associados a cada uma das regiões do país e à dieta mediterrânica, resultado da influência cultural na elaboração destes alimentos, que constituem uma herança viva de um património gastronómico singular e rico.

É preciso sublinhar que existem muitos e diversificados produtos de grande qualidade sem estas designações. Até porque DOP e IGP não são «certificados» de qualidade mas sim ‘garantias’ da origem e controle dos métodos de produção. E, felizmente, são já muitos como se pode comprovar por estes exemplos:

Carne de Bovino DOP – Denominação de Origem Protegida
Em Portugal, para carne bovina, existem dez Denominações de Origem Protegida.
São elas: Carnalentejana DOP; Carne Arouquesa DOP; Carne Barrosã DOP; Carne Cachena da Peneda DOP; Carne da Charneca DOP; Carne de Bravo do Ribatejo DOP; Carne Marinhoa DOP; Carne Maronesa DOP; Carne Mertolenga DOP; Carne Mirandesa DOP.

Azeite – DOP
Em Portugal, para azeites, existem seis Denominações de Origem Protegida.
São elas: Azeite de Moura DOP; Azeite de Trás-os-Montes DOP; Azeites da Beira Interior DOP; Azeites do Alentejo Interior DOP; Azeites do Norte Alentejano DOP; Azeites do Ribatejo DOP.
(Fonte: Produtos Tradicionais Portugueses)

Queijos – DOP
Em Portugal, para queijos, existem onze Denominações de Origem Protegida.
São elas: Queijo de Azeitão DOP; Queijo de Cabra Transmontano DOP; Queijo de Évora DOP; Queijo de Nisa DOP; Queijo do Pico DOP; Queijo Rabaçal DOP; Queijo São Jorge DOP; Queijo Serpa DOP; Queijo Serra da Estrela DOP; Queijo Terrincho DOP; Queijos da Beira Baixa DOP.
(Fonte: Produtos Tradicionais Portugueses)

Maçãs IGP – Indicação Geográfica Protegida
Em Portugal, para maçãs, existem três Indicações Geográficas Protegidas; Maçã de Alcobaça IGP, Maçã da Beira Alta IGP e Maçã de Portalegre IGP.
A Maçã Bravo de Esmolfe DOP e a Maçã Riscadinha de Palmela DOP possuem, como a sigla indica, Denominação de Origem Protegida.

Aves – IGP
Em Portugal, para carne de aves, existe apenas uma Indicação Geográfica Protegida.
Trata-se do Capão de Freamunde IGP que, com o objetivo de engordar mais, é castrado antes de atingir a maturidade sexual.
Podem ser usadas as raças tipicamente portuguesas, existentes na zona norte de Portugal, nomeadamente a Pedrês Portuguesa, Preta Lusitânica e Amarela.

Arroz – IGP
Em Portugal, para o arroz, existem duas Indicações Geográficas Protegidas.
Uma para o Arroz Carolino das Lezírias Ribatejanas IGP, que tem elevada capacidade de absorção de água e muito elevado rendimento industrial.
Outra para Arroz Carolino do Baixo Mondego IGP, que depois de descascado e branqueado apresenta um teor de humidade igual ou inferior a 13%.

Pretendendo voltar a este assunto, mas se entretanto pretender saber mais, recomendo a consulta aos sites:

Direção Geral de Agricultura e Desenvolvimento Regional
https://tradicional.dgadr.gov.pt

ASSOCIAÇÃO QUALIFICA / oriGIn Portugal
https://qualificaportugal.pt

Amilcar Malhó