Alimentação suficiente apenas para uma em cada seis crianças

No mundo, apenas uma em cada seis crianças com menos de dois anos recebe alimentação suficiente, revelou estudo da UNICEF.

O relatório da Unicef «Desde a primeira hora de vida» recentemente divulgado revelou que apenas um sexto das crianças com menos de dois anos de idade em todo o planeta recebe alimentos em quantidade e diversidade suficientes.

A conselheira para os assuntos de Nutrição da Unicef, France Begin, refere que “os bebés e as crianças pequenas têm maior necessidade de nutrientes do que em qualquer outra fase da vida. Mas milhões de crianças pequenas não desenvolvem todo o seu potencial físico e intelectual porque recebem pouca comida e a que recebem vem chega demasiado tarde”.width="300"

Em comunicado, France Begin lança mesmo um alerta para o facto de uma nutrição deficiente em tenra idade poder “causar danos mentais ou físicos irreversíveis” afirmou.

Este relatório da organização da ONU que tem como objetivo promover a defesa dos direitos das crianças revela que a introdução tardia de alimentos sólidos, o número reduzido de refeições e a falta de variedade de alimentos são práticas generalizadas no mundo, privando as crianças de nutrientes essenciais quando o cérebro, os ossos e o físico mais precisam.

Portugal

Embora se apontem casos de nutrição deficiente em famílias portuguesas, Manuel Coutinho, do Instituto de Apoio à Criança (IAC), revela que em Portugal a realidade é diferente

Manuel Coutinho, que acompanha alguns casos no Instituto de Apoio à Criança, explica que as famílias que apresentam privação material acabam por recorrer a tipos de alimentação com menos qualidade, correspondendo a vários problemas de saúde infantil.

A Unicef identifica, no relatório Desde a primeira hora de vida, que apenas 52 por cento das crianças entre os seis e os 23 meses recebem o número mínimo de refeições diárias.

A diversidade alimentar está referenciada como sendo um dos outros problemas: menos de metade das crianças recebem diariamente alimentos inferiores a quatro grupos alimentares diferentes.

Em Portugal existem casos, já referenciados, de carência familiar financeira e, consequentemente, carência alimentar infantil.

O psicólogo do IAC afirma que, em muitos dos casos, as crianças não manifestam as dificuldades, por vergonha, e passam efetivamente fome.

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