«Ajustar» doses no restaurante e levar sobras para casa

As doses servidas nos restaurantes devem ser ‘apenas’ o necessário e as sobras devem ser levadas para casa, defende a associação ambientalista Zero.

O objetivo é, mais uma vez, sensibilizar os consumidores para a necessidade de reduzir o desperdício de comida à mesa dos restaurantes.

“Temos de perceber que aquilo que deve vir para a mesa é aquilo que vamos consumir – isso é fundamental -, as doses devem ser adequadas às nossas necessidades alimentares”, disse à agência Lusa Susana Fonseca, da Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero.

A dirigente associativa foi mais longe e ‘tocou’ num dos pontos sensíveis da «cultura restaurativa» dos portugueses: levar sobras para casa, algo que poucos se atrevem a fazer e entre os que o fazem, alguns continuam a preferir “levar os restos para o cãozinho”.

Susana Fonseca afirmou que quando as doses servidas são grandes, “há que perder a vergonha e perceber que, do ponto de vista ambiental e económico, a melhor solução é trazer para casa aquilo que não é consumido” e que, evidentemente, está em boas condições.

1.2A propósito do Dia da Terra, assinalado a 22 de abril, a Zero questionou 13 restaurantes na zona de Fátima, no distrito de Santarém, acerca dos comportamentos, dos estabelecimentos e dos clientes, no que respeita às sobras, atendendo à necessidade de reduzir o desperdício alimentar.

A escolha desta região é justificada com a visita do papa Francisco ao santuário de Fátima, em 12 e 13 de maio, tendo até em conta que o líder dos católicos tem várias vezes chamado a atenção para o desperdício alimentar. Outro argumento para a escolha desta zona prende-se com o facto de se tratar de uma localidade perto de uma zona rural, que permite aproveitar muitos restos para alimentar animais.
Os resultados demonstraram “ser muito comum haver sobras no prato” que “nunca vêm com os clientes”, apesar de os restaurantes contactados pela Zero “todos erem algum tipo de embalagem que podem disponibilizar aos clientes, caso queiram levar a comida para casa.
Susana Fonseca revelou ainda que “uma parte destas sobras, quando não são aproveitadas pelo cliente, são encaminhadas para o consumo animal, o que é positivo”, acrescentando que “houve também uma grande abertura por parte da esmagadora maioria dos restaurantes para colaborar em campanhas de redução do desperdício” e, em conjunto, encontrar soluções, segundo a ambientalista.

Estimativas citadas pela associação ambientalista indicam que na União Europeia, do desperdício alimentar, que atinge 89 milhões de toneladas por ano, 14% é do setor da restauração.

Fonte: Lusa

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