À Mesa com…Toy

António Manuel Neves Serrão nasceu em Setúbal. Editou o seu primeiro trabalho na Alemanha para onde emigrou em jovem. Regressado a Portugal, com o nome artístico Toy, iniciou uma carreira de cantor com grandes sucessos como «Chama o António», «Olhos de Água», «Estupidamente Apaixonado» e «Água Não», entre outros.

Atualmente, para além da participação em espetáculos em Portugal e junto das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, Toy mantém uma intensa atividade de produção e autoria para outros artistas, para cinema, teatro e publicidade.

2.1Depois do êxito do programa «Na Casa do Toy» em 2003, tem participado noutros programas de TV como «A Tua Cara Não Me É Estranha» na TVI.

Cabidela de frango com batata (em vez de arroz) e salmonetes com molho do fígado à setubalense são os pratos de eleição. Quanto às bebidas “Gin antes da refeição, vinhos da região de Setúbal durante e uma boa aguardente velha, a terminar”.

Confessa que tem dificuldade em parar de comer Foie gras e revela que na cozinha o prato que lhe sai melhor é a caldeirada à setubalense com a receita do avô. Já na despensa, nunca pode faltar anchovas, pão e vinho
Os três restaurantes que recomenda são: O Pescador (Lagameças-Palmela), o Poço das Fontaínhas (Setúbal) e Sabor Mineiro (Charneca da Caparica).

Que relação tem com a enogastronomia?

Tenho uma relação forte porque sou um «bom vivant» e adoro a enogastronomia. Costumo dizer que primeiro escolho a refeição (o vinho) e depois a comida.

A descoberta da gastronomia é uma excelente forma de distinguir a cultura das regiões. Quanto a preferências, se pudesse comia só peixe…mas existe a posta mirandesa, os pezinhos de coentrada, o cozido à portuguesa e por aí fora.
Aprendi com a família e os amigos, desde muito novo, a gostar do prazer de estar à mesa e recordo os convívios quando fazia deslocações com o teatro amador em que participei.

Qual a sua região preferida?

Admitindo que puxo a «brasa à minha sardinha» considero que Setúbal é a melhor e estou plenamente convencido que é a cidade do sul, que mais se identifica com o norte, em termos de gostar de receber socialmente na mesa.

No capítulo dos vinhos, honestamente, o Douro merece uma referência pela qualidade e pelo facto histórico da demarcação mais antiga do mundo. Mas neste momento, a região da Península de Setúbal, sobretudo na zona privilegiada e arenosa de Palmela, está ao nível dos melhores vinhos do mundo., Aliás, já foi premiada, através da Casa Ermelinda Freitas, precisamente pelo melhor vinho do mundo.

O que gosta num restaurante?

Qualidade e inovação ou seja, capacidade de criar novos pratos, novas combinações culinárias, mantendo a utilização dos nossos bons produtos. Bom serviço, simpatia, eficiência e de preferência, como digo aos meus músicos, um sorriso que ainda não paga imposto e transmite energia positiva.
Muito importante também, uma boa carta de vinhos com preços justos.

O que não gosta num restaurante?

Que o empregado se cole à mesa, quase partilhando a conversa ou que a interrompa.
Preços que não justificam a qualidade. Só olho para a conta quando sou mal servido.
Não me incomoda o barulho, nem as pessoas que me abordam no restaurante.

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